Polícia apreende mais 54 quilos de crack

A Polícia Civil apresentou ontem os detalhes de uma apreensão recorde: 54 quilos de crack, que estavam sendo trazidos para o estado no último sábado e foram encontrados após uma abordagem na BR-101, em Tomar do Geru (Sul), junto à divisa entre os estados de Sergipe e Bahia. A apresentação aconteceria nesta terça-feira, mas foi adiada por causa da "Operação Caloris", deflagrada pela polícia na manhã do mesmo dia. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), esta foi a maior apreensão de crack já registrada pelas polícias no Estado.

A prisão foi feita por agentes do Departamento de Narcóticos (Denarc) e da Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Copci), que montaram uma operação preventiva para impedir a entrada de armas e drogas em Sergipe. Durante a blitz, os policiais abordaram um Renault Logan dirigido por Jamyson Andrade Sampaio, 36 anos, que acabou preso em flagrante.

 "Após blitz de rotina realizada pelos em conjunto com os agentes da Copci com o objetivo de fazer as abordagens para evitar entrada de drogas e armas no Estado, foi visualizado esse carro e o condutor do veículo apresentou uma atitude muito suspeita, estava bastante nervoso e antes mesmo de passar pela barreira ele entra para a cidade de Tomar do Geru que é antes do posto da PRF, chamando atenção dos agentes", detalhou o diretor do Denarc, Marcelo Cardoso.

Ainda segundo o delegado, após abordagem foi constatado que a carteira de motorista dele era falsa, reforçando ainda mais a suspeita de que tinha algo errado no carro, logo em seguida o mesmo assumiu que tinha droga no veículo e em seguida o carro foi conduzido para capital, e ele nos indicou o local onde estava escondido a droga, encontrada atrás do banco traseiro, onde foram encontrados os 54 quilos de crack.
 Durante depoimento, Jamyson informou que a estava trazendo a droga de São Paulo, mas não especificou mais detalhes. Disse apenas que foi responsável pelo transporte da droga e que encontrou o material dentro de um supermercado do bairro da Penha, na capital paulista, e iria deixar a carga em outro supermercado, no Distrito Industrial de Aracaju (DIA).

"Apesar dele ter cinco CPFs, o carro está em um dos nomes que ele usar. Avaliamos que essa mercadoria foi comprada por cerca de R$ 500 mil em São Paulo e lucro gerado é complicado estimar devido a divisão que é feita no repasse e na venda. Pelo nome dele verdadeiro no registrado do Estado, ele é natural de Itabaiana e responde pelo crime de homicídio e salve engano por roubo também", finalizou o delegado.

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