Cai número de ocorrências policiais

Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br

O Pré-Caju 2013 foi anunciado ontem como "um dos mais tranquilos de todas as suas edições", por conta da queda do número de ocorrências, do aumento da presença de policiais militares em relação à edição 2012, e principalmente por não ter acontecido nenhum assassinato. O balanço foi divulgado ontem pelas polícias Militar e Civil, que comemoraram a atuação dos agentes e soldados que trabalharam na prévia carnavalesca – a qual reuniu uma média de 350 mil pessoas por noite, segundo a organização.

Na Polícia Militar, o balanço total das ocorrências registradas nas quatro noites somou 173 prisões ou apreensões no decorrer da festa sendo a maioria dos casos relacionados a brigas entre foliões (vias de fato) e apreensões de armas brancas. O dia mais movimentado de desfiles foi o de sábado, quando houve 61 ocorrências – com 25 vias de fato, 11 apreensões de arma branca, seis prisões por uso ilegal de entorpecentes e um caso de porte ilegal de arma de fogo na área externa do evento. Já o domingo seguinte foi o mais tranqüilo, com 16 ocorrências – entre as quais quatro registros de brigas e duas de posse de arma branca.

No outro lado, a Polícia Civil somou 147 ocorrências em 2013, valor que representa uma queda de 28,6% em relação aos registros do Pré-Caju 2011, quando houve 206 ocorrências. Já no ano passado, foram 178 casos – incluindo os três assassinatos ocorridos dentro do circuito da prévia. Outra estatística do evento de 2013 foi o predomínio dos crimes sem violência: eles somaram 76% dos casos, sendo 62% de furto simples e 14% de furtos a transeuntes.  Em números exatos, foram registrados 91 furtos simples, 21 furtos a transeuntes, 10 de lesão corporal leve, um caso de natureza grave, três vias de fato, cinco roubos e 16 outros delitos.

Segundo o coronel Jackson Nascimento, comandante do Comando do Policiamento Militar da Capital (CPMC), o trabalho da PM atingiu o nível esperado e surpreendeu em dois aspectos, sendo um deles o alto comparecimento dos PMs ao serviço, ao contrário do boicote registrado em 2012, quando mais de 500 homens faltaram. "Chamou a atenção o reduzido número de policiais militares que faltaram ao serviço, bem como a pequena quantidade de ocorrências na noite de sábado. Creio que a Polícia Militar encontrou o caminho que a sociedade tanto esperava, ou seja, o comprometimento de cada soldado que atuou no evento. O policiamento deu certo porque cada policial militar cumpriu sua missão", pontuou.

A superintendente da Polícia Civil, delegada Katarina Feitoza, atribuiu o sucesso do trabalho ao trabalho preventivo de revistas e dos foliões e de buscas por armas escondidas no circuito da festa. "O sucesso da segurança de um evento deste porte é papel de todos nós, mas certamente o rigor nas revistas nos portões de acesso e o aumento do número de abordagens foram fatores cruciais para alcançarmos este resultado.

Este ano a polícia apreendeu um grande número de armas brancas, evitando que algo mais grave acontecesse. Também escalamos policiais do Grupamento Especial de Repressão e Buscas (Gerb), do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) e Delegacia de Delitos de Trânsito para coibir de forma especializada todos os tipos de delito", disse ela.

Samu realiza 264 atendimentos no Pré-Caju

O Posto Médico Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Sergipe) garantiu todo o suporte aos sergipanos e turistas durante os quatro dias de Pré-Caju. Localizado no Parque Augusto Franco, a base estava muito bem estruturada com 14 leitos e uma sala de estabilização para receber todos os tipos de casos, além de uma equipe composta por 45 profissionais entre médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. Ao longo de toda a festa, foram realizados264 atendimentos, sendo 179 casos clínicos e 85 relacionados a trauma.

"O Posto do Samu superou todas as expectativas. Nosso foco foi oferecer um atendimento de qualidade e agilidade e conseguimos. Ficamos satisfeitos em ver que o público confiou em nosso trabalho. Essa aceitação nos motivou ainda mais. A taxa de resolutividade foi de 100%. As poucas remoções foram para continuidade de observação ou de tratamento, mas depois do caso ter sido estabilizado e resolvido pela equipe", comemora Saullo Sales, coordenador médico do Samu Sergipe.

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