PMA ANALISA TARIFA DE ÔNIBUS

Cândida Oliveira
candidaoliveira@jornaldodiase.com.br

A Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) já está analisando o relatório para que a prefeitura anuncie se concederá o reajuste solicitado pelas empresas de ônibus. "Esperamos que a prefeitura conceda o reajuste adequado para atender as necessidades do sistema, que por sua vez quer prestar um melhor serviço à sociedade", disse o superintendente do Setransp, José Carlos Amâncio.. Na SMTT, a informação é que uma equipe irá iniciar a análise técnica da planilha.

De acordo com a futura secretária Municipal de Defesa Social e Cidadania, Georlize Teles, o ofício será avaliado pela comissão que está sendo formada pelo setor jurídico e técnico da SMTT, composto também pelo futuro superintendente, Nelson Felipe da Silva Filho. "Precisamos tomar conhecimento das necessidades reais que o assunto requer para identificarmos a proposta encaminhada pelo Setransp. O transporte público de qualidade é um destaque da gestão do prefeito João Alves Filho, e ele já me sinalizou que quer tratar pessoalmente do assunto", avisou Georlize Teles.

Assim, após avaliação técnica da SMTT, a comissão irá entregar o ofício e planilha com a proposta de aumento enviado pelo Setransp para análise e validação do poder executivo através do prefeito João Alves Filho.

Percentual – O Setransp está reivindicando um reajuste de 11,91% na tarifa dos ônibus urbanos. O percentual é calculado a partir da planilha de custos do serviço do transporte coletivo pelo próprio sindicato.
Segundo o levantamento, com o reajuste a passagem de ônibus passaria a ser R$ 2,52. De acordo com o Setransp, esse percentual está influenciado pela defasagem sofrida pela tarifa, principalmente, com a falta de reajuste concedida no ano passado pela Prefeitura de Aracaju.

"Ao longo dos anos a tarifa já vem sendo reajustada em desacordo com a planilha de custo, e com o reajuste zero de 2012 só aumentou ainda mais a defasagem da tarifa. Porque mesmo sem o reajuste, foram mantidos os reajustes anuais sobre o salário dos rodoviários, serviços de manutenção, combustível, entre outros", frisou o superintendente do Setransp, José Carlos Amâncio.

Ele afirma que o ofício do reajuste tarifário segue o que determina o artigo 242 da Lei Orgânica do Município, que enfatiza que "o equilíbrio financeiro-econômico dos serviços do transporte coletivo devem ser assegurados pela compensação entre a receita auferida e o custo total do sistema".

Contra – Janary da Silva Chaves sai todos os dias de casa cedo para ir ao trabalho. Com um salário mínimo, ele precisa pagar aluguel, alimentação e também a tarifa do transporte público. "Sou contra o aumento, porque diariamente vejo um péssimo serviço prestado à população. Os ônibus quebram, as baratas circulam dentro dos veículos, faltam janelas e bancos", relatou.

O economista Idalino Souza explicou que o impacto do aumento da passagem é bem maior do que imaginamos. Para o trabalhador que recebe o vale transporte da empresa o impacto é pequeno, pois o percentual de desconto continua sendo 6%. O peso maior é sentido pelos empregadores, que arcam com 94% do valor da passagem, os estudantes, autônomos, as pessoas que não trabalham. "Esses sentem mais o aumento da tarifa porque pagam integralmente o valor da passagem do transporte público".
Outro ponto que ele destacou foi a possibilidade do repasse desse percentual para os produtos. "O empregador não vai arcar com o aumento, ele repasse para sua mercadoria, que fica mais cara para o consumidor", ressaltou o economista.

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