OBRAS DE ESCOLA SÃO MUITO LENTAS

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Interditada há mais de oito meses para reforma do telhado, a Escola Municipal Papa João Paulo II, localizada no bairro Santa Maria, zona Norte de Aracaju, foi vistoriada na manhã de ontem pelos promotores de justiça Luís Fausto Valois e Cláudio Roberto Alfredo de Sousa. O objetivo da fiscalização era averiguar como está o andamento da reforma que foi exigida pelo Ministério Público Estadual. Durante a avaliação, os promotores tiveram conhecimento que até o exato momento, apenas 20% do serviço foi realizado pela Prefeitura de Aracaju.

Insatisfeito com o ritmo da obra, Fausto Valois disse estar preocupado com a situação, e que para exigir mais comprometimento por parte da administração municipal, uma nova audiência pública foi agendada para a próxima sexta-feira, 01. "Estou triste com o que vejo, principalmente por se tratar de uma escola grande e que vinha proporcionando um ensino de qualidade. No ano passado decidimos interditar a escola para evitar uma fatalidade com a queda do telhado, mas percebe-se que pouco foi feito até o momento", afirmou.

Devido ao amplo tempo registrado desde a interdição da escola, o promotor alegou que esperava presenciar uma realidade mais satisfatória. Para Valois, a prefeitura deve voltar as atenções para a instituição com o objetivo de proporcionar uma educação mais qualificada. Ao todo, 65 crianças estão estudando em um galpão, também instalado no Bairro Santa Maria. "Não podemos permitir que esse problema continue conturbando a vida desses jovens estudantes. Uma questão tão simples de se resolver, mas que permanece tirando o sossego dos pais ou responsáveis", concluiu.

Reunião – Durante a vistoria promovida pelo MPE, um grupo formado por 20 pais foi até a escola na esperança de conversar com os promotores. Visivelmente preocupada, a representante da comunidade, Andreza Pereira dos Santos, disse que os pais não mais aguentam os transtornos enfrentados diariamente.

"É difícil para todos nós, essa mudança só nos trouxe trabalho e preocupação. Hoje foi ainda pior com essa chuva. Como temos que esperar a chegada de todos os estudantes para pegar o transporte, muitos pais, inclusive eu, para proteger nossos filhos acabamos tomando banho de chuva", alegou.

Compartilhe esta notícia