Moradores do 17 de Março reclamam das casas

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Durante o último final de semana famílias que foram contempladas com casas populares no bairro 17 de Março se reuniram para reivindicar junto à Prefeitura de Aracaju melhorias na parte interna dos imóveis.

Segundo os proprietários, além da falta de fornecimento de energia e água potável, muitas casas foram encontradas com sérios problemas na estrutura e com falta de objetos como vaso sanitário, portas e janelas.

Presume-se que essas pendências materiais tenham sido registradas em decorrência de ações promovidas por vândalos durante reintegração de posse realizada há uma semana pela administração municipal.

Para um dos representantes da comunidade, Nelson dos Santos, os moradores reclamam da falta de assistência social por parte dos gestores públicos. A expectativa agora é que as reivindicações possam ser estudadas e resolvidas ainda nos próximos 15 dias. "Como é que podemos sobreviver aqui sem as mínimas condições de moradia? Todo mundo aqui achava que ao assumir a posse das casas iriamos encontrar um local finalmente ideal para se viver. Infelizmente todo esse tempo esperando um cantinho confortável não valeu tanto como era esperado", disse. Atualmente, cerca de 400 casas apresentam estes problemas.

Segundo a moradora Jeanny Pereira, durante o trabalho de reintegração alguns problemas já haviam sido identificados pelos futuros moradores, e estes chegaram a chamar a atenção dos administradores que acompanhavam a operação. De acordo com Jeanny, os gestores pouco mostraram interesse em averiguar a veracidade da denúncia e garantiram retornar ao local para debater as melhorias. "De que adianta dizer que vai voltar se acabam não retornando. A gente tem consciência que ali era apenas uma promessa e que não seria realizada, mas eu ainda tinha esperança que seria diferente", afirmou.

De acordo com a direção da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), e da Energisa, empresa responsável pelo fornecimento de energia na Grande Aracaju, o problema na falta de abastecimento já foi um fato registrado pela administração da capital e será regularizado nos próximos dias. Quanto a ausência de objetos domésticos, a Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) foi orientada a fazer uma vistoria nas casas para ver o que pode ser feito para melhorar as condições dos imóveis. "Pelo menos em nossa casa já estamos. Agora é torcer pra que essas melhorias sejam feitas, caso contrário sou a favor de fazer uma manifestação", concluiu Jeanny Pereira.

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