Cândida Oliveira
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Um relatório elaborado pelo Corpo de Bombeiros, a pedido do Ministério Público Estadual, mostra uma situação preocupante no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL).
De acordo com o documento, a estrutura dos dois prédios apresenta problemas e há riscos para usuários e profissionais das unidades de saúde. A primeira fiscalização aconteceu na MNSL.
Lá, a caixa d’água que fica na entrada da maternidade está com a estrutura de ferro oxidada e pode cair. Por causa desse problema os bombeiros não tiveram como subir para avaliar o conjunto da bomba de água que pode ser usado em situações de incêndio. Dos 50 extintores de incêndio, 29 estão vencidos, as paredes são de gesso e papelão, material inflamável e a porta de emergência está lacrada com ferrolho e cadeado.
O coronel Reginaldo Dórea, diretor de atividade do CB, relatou que a situação não é das melhores. "Nós chegamos à conclusão que realmente tem risco para os transeuntes, pacientes e funcionários".
Os problemas também estão no Huse. O CB fez uma vistoria no local e relatou as irregularidades para o MP. "Para cada ponto nós demos um prazo específico para que eles corrigissem, em algumas situações há casos que deveriam ser corrigidas de imediato. Finalizando o prazo total fixado pelo MP, nós voltaremos lá e verificaremos se houve realmente a totalidade na execução nas correções apontadas pela vistoria do CB", disse o coronel.
O diretor da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), Marcelo Vieira, esclareceu que já estão sendo providenciadas todas as medidas para a readequação das saídas de emergência na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes e de todas as questões de segurança solicitadas pelo Corpo de Bombeiros.
"Antes da visita do Corpo de Bombeiros, a Fundação detectou alguns dos itens questionados e já tinha disparado processos junto à Coordenação de Infraestrutura, no sentido de realizar as melhorias", explanou.
Com relação ao Huse, a FHS pontua ainda que, como se trata de uma unidade maior e mais complexa, já está realizando as readequações necessárias no local. "Paralelo às demandas sugeridas pelo Corpo de Bombeiros, a Fundação Hospitalar de Saúde já vem realizando mudanças físicas no Pronto Socorro da maior porta de acesso à saúde do estado, com o intuito de aprimorar cada vez mais a assistência ao paciente, proporcionando a rotatividade nos leitos no Huse", assegurou Marcelo.
O diretor administrativo da Fundação, Mário Ferreira, não deu um prazo para cumprir todas as exigências feitas pelo Corpo de Bombeiros, disse apenas que questões menores serão resolvidas nos próximos 15 dias. Ele disse ainda que os problemas já não foram sanados por conta do recurso escasso da Fundação. "Estávamos dando prioridade maior ao abastecimento e reabastecimento de medicamentos, material médico hospitalar. Agora nesse momento sim, temos fluxo de caixa e podemos começar a fazer a licitação para execução desses serviços", garantiu.

