Milton Alves Júnior
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Será realizada na manhã de hoje, em Aracaju, uma manifestação em conjunto formada por dez categorias de profissionais que prestam serviços públicos à prefeitura da capital sergipana. O ato foi aprovado por unanimidade no final da tarde de ontem após assembleia extraordinária, onde os sindicalistas se reuniram na sede do Sindicato dos Bancários para protestar contra o reajuste de 5% concedido há dez dias pelo prefeito João Alves Filho (DEM). Durante os pronunciamentos, os manifestantes alegaram retrocesso após o retorno de João Alves ao comando de Aracaju e deflagraram greve de 24h.
Reclamando da falta de diálogo entre os administradores municipais e as categorias, Nivaldo Fernandes, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Aracaju (Sepuma), disse que o chefe do executivo municipal agiu de má fé. "No início desse mês chegamos a conversar com o prefeito pessoalmente e ele nos garantiu que iria sentar pra conversar no dia último dia 17, mas para a nossa desagradável surpresa, um dia antes o site oficial publicou o reajuste de 5% para todos", lamentou. No mesmo período do ano passado, o reajuste do servidor municipal, concedido pelo então prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), variou entre 11% e 40%.
Ainda de acordo com o sindicalista, a criação de 350 cargos de comissão, com salários que podem chegar a R$ 8 mil, foi avaliada como desrespeitosa e incoerente. "Essa história que não tem dinheiro em caixa é conversa para leigos dormirem. Após esse anúncio do próprio João e alguns secretários, a antiga Funcaju promoveu um evento de três dias com cachês altos pagos a artistas. Em menos de cinco meses já dá pra perceber o retrocesso no diálogo que conquistamos nos últimos dois governos que administraram Aracaju", alegou o sindicalista.
Marcado para as 7h, o ato será promovido em frente ao Centro Administrativo Aloísio Campos, sede da PMA. "Se acham pouco, nós iremos estender nossas manifestações para a Câmara Municipal de Vereadores na tentativa de conquistar o apoio dos parlamentares. Como poucas vezes foi visto em Aracaju, várias categorias estão unidas para pleitear os nossos direitos", disse Roberto Messias, presidente do Sindicato dos Agentes de Saúde e Endemias de Aracaju.
Para o professor Antônio Nonato, a atual situação dos servidores municipais é preocupante e instável. "Nos últimos anos vínhamos evoluindo e simplesmente a atual administração fez o favor de definir um reajuste sem sequer debater com os funcionários. Eu fui um dos que acreditei nas promessas de João e já começo a me arrepender. Antes, ao menos estávamos conquistando avanços", lamentou.
Entre os sindicatos que aderiram à paralisação temporária também estão o Sintaju, Sindonto, Sindiplema, Sintelab, Seame, Sintasa e Seese.


