Operários da construção civil continuam em greve

Em assembleia realizada ontem à tarde, os trabalhadores da indústria da construção civil decidiram rejeitar a proposta apresentada pela classe patronal durante reunião realizada pela manhã na Secretaria Regional do Trabalho e Emprego de Sergipe (SRT/SE). Na reunião, os empresários fizeram a proposta de reajuste salarial de 8% e cesta básica inicial de R$ 50 mensais.

Os trabalhadores querem reajuste de 15% e R$ 150 de cesta básica. O presidente do Sintracom, Raimundo Luiz Reis, informa que as mobilizações continuam na segunda-feira, com concentração, a partir das 7 horas, na Praça Olímpio Campos, onde a categoria decidirá os novos atos.

Ontem à noite, o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-SE) distribuiu nota estranhando a manutenção da greve. Segundo a nota, durante a reunião na SRT os representantes dos trabalhadores haviam aceitado a proposta dos empresários.
"Em uma atitude de desrespeito à Superintendência do Trabalho, às comissões de negociação patronal e dos trabalhadores, parte da diretoria do Sintracon informou, à tarde, que o acordo assinado ao meio dia não estava valendo, e a greve iria continuar.

Não acreditamos que esta seja a postura dos trabalhadores da construção civil e cremos que os limites foram ultrapassados com esta atitude desrespeitosa, que faz com que as vantagens para os trabalhadores demorem ainda mais", diz a nota dos empresários.

E conclui o sindicato dos empresários: "Embora entendamos ser legítimo aos trabalhadores exercerem o seu direito de greve, o Sinduscon/SE considera esta atitude desrespeitosa e inoportuna. O que o Sintracon assina e diz muda de hora em hora, por isso não merece confiança".

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