Com uma média de 250 internamentos ao dia na pediatria do Huse, esse número dobra nos meses de maio, junho e julho, período das doenças respiratórias, festas juninas e inverno. A procura tem aumentado ainda mais com o fechamento de 16 leitos pediátricos de internamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Fernando Franco. Por conta desse fechamento, como não houve ampliação da oferta de leitos pelo município, aumentou o fluxo de atendimentos a pacientes de baixa e média complexidade na Unidade Pediátrica Dr. José Machado de Souza, do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse).
A coordenadora da Unidade Pediátrica, Cristiane Barreto, declara que houve um impacto considerável na assistência do Huse e informa que, mesmo diante da superlotação, o atendimento continua sendo prestado com a mesma qualidade. "O que está repercutindo aqui na unidade é a questão do internamento. A gente não tem como escoar os que chegam aqui e que não têm a necessidade de estar aqui e ainda mandam mais pacientes pra gente. Semana passada tinham 23 pacientes internados na Área Azul, 18 em observação e 15 internados na Área Verde, ou seja, 56 crianças que poderiam estar sendo tratadas normalmente em outra unidade de saúde porque são de baixa e média complexidade", explicou a coordenadora.
A diarista Elisabete Silva, 28, é acompanhante. A filha Tamara Silva, 3, recebeu o primeiro atendimento na UPA José Franco, a médica realizou o primeiro atendimento e encaminhou mãe e filha para a Unidade Pediátrica do Huse. "Já andei muito a procura de atendimento para minha filha. Ela foi atendida no José Franco e depois transferida aqui para a pediatria do Huse. Já fiz os exames e estou aguardando para retornar para a médica, o atendimento aqui tá bom, apesar de estar lotado", informou a diarista.
Para a enfermeira e gerente do Pronto Socorro Pediátrico do Huse, Rejane Gallo, chegam muitos casos ambulatoriais, mas a equipe está fazendo o possível para prestar o melhor atendimento. "Estamos atendendo a todos porque somos porta aberta. A gente está num período crítico da pediatria que é meados de março a julho, que normalmente aumenta. Esse número de atendimento é geral e ainda teve um aumento devido ao fechamento dos leitos da UPA Fernando Franco, mas continuamos com a mesma qualidade", concluiu.


