Felipão pega França na última parada do Brasil antes da Copa das Confederações

No jogo de hoje contra a França, o treinador Luiz Felipe Scolari deve manter o mesmo time que enfrentou a Inglaterra, no domingo passado. De acordo com os moradores da área que conseguiram ver os treinos fechados da Seleção em Goiânia, pela janela das suas casas, a única mudança foi a entrada do lateral Marcelo na esquerda, na vaga de Filipe Luís.

Na segunda etapa da atividade, Felipão promoveu as entradas de Jean, Dante, Hernanes e Bernard nos lugares de Daniel Alves, Luiz Gustavo, Oscar e Hulk. David Luiz passaria, então, para o meio-campo. Em Porto Alegre, Thiago Silva ficou fora de uma das atividades, o que sugere que talvez haja uma oportunidade para Dante entre os titulares.

Com o corte de Leandro Damião, lesionado, o atacante Jô pode fazer sua estreia sob o comando de Felipão, já que Fred ainda briga contra dores nas costas.

Escrita antiga – Já na França, a grande novidade deve ser a presença de Benzema. O atacante do Real Madrid ficou fora do amistoso contra o Uruguai, na quarta-feira, por conta de dores no joelho, mas já voltou aos treinos e deve estar em campo no domingo. Mas esta não deve ser a única alteração promovida por Didier Deschamps.

O treinador francês terá o capitão Lloris, do Tottenham, no gol, no lugar de Mandanda. O zagueiro Rami, do Valencia, deve formar a zaga ao lado de Sakho, do PSG. Mathieu, também do Valencia, é esperado na lateral esquerda.

Última parada – Depois de mais uma atuação que deixou a desejar, Felipão terá sua última oportunidade, de deixar os corações brasileiros mais receptivos à Seleção, antes da estreia na Copa das Confederações, sábado, dia 15 de junho, em Brasília.

Depois do empate contra a Inglaterra, houve um misto de aplausos e vaias no Maracanã. Apesar de o Brasil ter sido melhor que o adversário no segundo tempo, o gol de Wayne Rooney esgotou a paciência. Mesmo assim, o empate de Paulinho conseguiu amenizar um pouco do sentimento hostil, de um público que já não suporta mais ver a Seleção com um futebol tão pouco convincente. O goleiro Júlio César foi um dos principais alvos da antipatia brasileira, recebendo sonoras vaias mesmo depois do gol de Paulinho.

A situação se complica particularmente, porque o Brasil está há três anos sem conseguir vencer um grande adversário. Quando se trata da França, o jejum é ainda maior: já são 21 anos desde a última vitória, num torneio amistoso, em Paris, em 1992. Das últimas cinco eliminações brasileiras em Copas do Mundo, três foram nas mãos dos Bleus.
Última parada para Felipão acertar a mão. Deixar para trás o ‘trauma’ brasileiro com a França pode ser uma ótima oportunidade de reconquistar o apoio incondicional da torcida brasileira.

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