* Aécio Palma
A Constituição assegura educação ambiental "em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente" (inc. VI, art.225).
Sabe-se que a produção é consequência do consumo, daí porque os dois juntos, produção e consumo, formam a origem de toda a degradação do meio ambiente.
O consumidor verde "é o individuo que busca para consumo apenas produtos que causam menor ou nenhum prejuízo ao meio ambiente". A aquisição ou a utilização de um bem o vincula diretamente com ajuda á natureza. O consumidor verde não adquire produto que provoca risco a saúde, que contém excesso de embalagens; faz separação do lixo; não desperdiça a água nem o papel; passa a exigir das empresas não somente a criação e venda de produtos, mas profícua integração com o meio social, ultrapassando o simples relacionamento comercial.
O consumidor verde é tido por algumas empresas como risco de negócio, a exemplo dos custos corporativos, de mudanças na legislação etc.
Por outro lado, produtos verdes são aqueles ambientalmente corretos e que reduzem a agressão ao meio ambiente e a saúde humana. Evidente que qualquer produto reduz os recursos naturais além de causar emissões para o ar, para a água e para o solo. Todavia, uns causam maiores danos que outros. Setores como petróleo, energia, automobilismo têm fortes riscos ambientais a serem gerenciados.
O automóvel tem contribuído sobremaneira para a degradação do ambiente e, na França, desde o ano de 1997, comemora-se o dia mundial sem carro, 22 de Setembro. Neste dia, todo mundo evita o uso do carro.
No Brasil, o carro particular ocupa 60% das vias públicas e transporta apenas 20% de pessoas, enquanto os ônibus, com 25%, transportam 70% dos passageiros. Sabe-se que os carros são responsáveis por 80% da poluição sonora das grandes cidades, além da poluição atmosférica, dos acidentes que provocam.
Exatamente por causa desses maléficos, fala-se que, a continuar prejudicando o ambiente, o automóvel terá destino semelhante ao do cigarro.
Junto com o consumidor e o produto verde, aportou também o marketing verde ou ecológico, focado na afirmação de que materiais degradáveis e biodegradáveis são bons para o meio ambiente. Assim, torna-se necessária a implementação de práticas de gestão sustentável, a exemplo da identificação de produtos e serviços que não agridem o meio ambiente. Isto já acontece em países como Alemanha, Canadá e Japão, onde os consumidores verdes preferem adquirir produtos que não causam poluição, detergentes biodegradável, enlatados com embalagens recicláveis. As grandes empresas tornam-se responsáveis pela colocação no mercado de produtos que não prejudicam o meio ambiente.
A partir do século XX, a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável tornaram-se objetivos buscados pelas empresas; traçam-se estratégias de produção e marketing, na construção de uma boa imagem, facilidade para obtenção de recursos, além da conquista de maior numero de consumidores.
* Aécio Palma é advogado militante em Salvador/Bahia e Presidente do TAZE – Tribunal Arbitral de Sergipe e colaborador do jornal.


