Meteorologia prevê seca estável em Sergipe

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

 A situação climática de chuvas entre o final do ano passado e inicio de janeiro deverá dar uma trégua em relação à seca que castiga as cidades no sertão sergipano nos últimos tempos. De acordo com previsão do Centro de Meteorologia da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), alguns municípios já apresentam melhora em relação à condição de abastecimento.

De acordo o meteorologista da Semarh, Overland Amaral, a ocorrência de chuvas ao longo de novembro, dezembro e janeiro favorecem a permanência de abastecimento hídrico. Ele explica que a nova fase climática está relacionada às condições de mais normalidade, provocadas pelos oceanos Pacífico e Atlântico.
Overland ressalta ainda que o padrão atmosférico sofreu pequena alteração neste mês, mas que, todavia, não demonstra estado de seca já que não afetou o reabastecimento gerado pelas chuvas dos últimos meses. "Climaticamente a situação está dentro da normalidade até o mês de março e esperamos que continue", observa.

O meteorologista informou ainda que, nesta semana, já choveu em municípios como Poço Redondo e Porto da Folha (Sertão). A ocorrência de chuvas a partir de fevereiro deve continuar afastando a possibilidade de permanência de uma das secas mais rigorosas dos últimos 50 anos no Nordeste.
Amaral explicou que o mês de dezembro foi marcado por chuvas em parte das regiões Sudeste e Nordeste do Brasil, geradas por meio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Por outro lado, as chuvas continuaram escassas em áreas das regiões Norte e Nordeste – e quase a totalidade dos munícipios decretou situação de emergência por causa da estiagem prolongada.

Para o trimestre entre fevereiro e abril, está prevista a distribuição de probabilidades para a ocorrência de totais pluviométricos para o norte da Região Nordeste, que inclui o centro-leste do Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, semiárido da Paraíba e Pernambuco e o norte da Bahia: 25%, 40% e 35% das chuvas situarem-se nas categorias acima, dentro e abaixo da faixa normal climatológica para este período, respectivamente.

Para este trimestre, o posicionamento de sistemas típicos dos meses de verão, associados com a circulação de verão na alta troposfera, pode contribuir para aumentar a irregularidade na distribuição espacial e temporal das anomalias de precipitação sobre o norte da Região Nordeste.

Compartilhe esta notícia