Movimentos sociais fazem mobilizações em Aracaju

Kátia Azevedo

A quarta-feira foi marcada por mobilizações realizadas em vários pontos da cidade. No centro da capital, famílias sem-teto reivindicaram reajuste do auxílio-moradia. Em frente ao Palácio do Governo, vigilantes fizeram ato público.
Pela manhã, famílias ligadas ao Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (Motu), Movimento dos Sem Teto de Sergipe (MST) e Movimento Sem Casa (MSC) realizaram passeata pelas ruas de Aracaju cobrando o aumento do valor do auxílio-moradia.
As famílias reivindicam que o auxílio-moradia seja reajustado em R$ 600, o dobro do valor atual. "Há três anos o valor do beneficio permanece. Durante este tempo, o valor do aluguel aumentou. O que queremos é que a Lei 7.150/2011 que determina o reajuste todo ano seja respeitada", reclama Dalva da Graça, diretora estadual do Motu.

O grupo também realizou ato público em frente à Secretaria de Patrimônio da União, Tribunal de Justiça, Secretaria de Inclusão Social, além da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), onde entregou uma carta solicitando uma audiência com representantes do governo.  
Também pela manhã houve manifestação dos vigilantes públicos em frente ao Palácio do Governo para cobrar do Estado o pagamento adicional de 30% de periculosidade, reajuste salarial e condições de trabalho. Os manifestantes distribuíram sopa durante o ato público. "Queremos mostrar ao governo que os servidores tomam sopa com colher e não com garfo como ironizou Jackson Barreto ao tentar destacar a possibilidade das categorias reivindicarem as pautas ao governo", justificou José Ferreira de Souza Santos, presidente do Sindicato dos Vigilantes Públicos de Sergipe (Sindivip/SE).   
Os vigilantes cobram o cumprimento da Lei 12.740/12, que trata do adicional de 30% de periculosidade para a categoria. A lei foi sancionada no dia 08 de dezembro pela presidente Dilma Rousseff e publicada no Diário Oficial da União no dia 10 de dezembro. Antes, o texto foi submetido à apreciação da Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP).
A aplicação da lei, segundo informações da categoria, já beneficia cerca de dois milhões de profissionais, das áreas pública e privada, que desempenham atribuições de segurança dando cumprimento a um comando constitucional de direito social. A categoria também reivindica que o governo reajuste os salários desde 2012.

Compartilhe esta notícia