Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br
Agentes do Departamento de Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil prenderam na noite de anteontem os irmãos alagoanos Manoel Júlio Ferreira Santos, 26 anos, e José Jonatan Ferreira Soares, 25, acusados de manter um ponto de venda de drogas no bairro Atalaia (zona sul de Aracaju). Com eles, foram apreendidos 15 quilos de maconha, uma balança de precisão, R$ 500 em dinheiro, um revólver calibre 38 e 15 munições. A ação foi deflagrada após os policiais terem recebido uma denúncia anônima.
Segundo o delegado André Baronto, do Denarc, o ponto funcionava em uma casa alugada há pelo menos dois meses, embora os acusados estejam morando há cinco anos em Aracaju. "As denúncias que recebemos apontam que eles atuavam no tráfico há cerca de três meses, vendendo drogas nessa casa na Atalaia. Em verificação preliminar, não encontramos nenhum registro de antecedente criminal deles aqui no Estado, mas estamos verificando se eles respondem a algum delito nos outros estados, principalmente em Alagoas", disse ele, destacando que os policiais confirmaram a denúncia por conta da movimentação em torno da casa.
O primeiro a ser preso foi José Jonatan, que saía da casa ao ser abordado pelos agentes. Com ele, foram encontradas algumas porções de maconha, guardadas nos bolsos da calça. Depois, eles entraram na residência suspeita e encontraram a maconha escondida entre o forro e o telhado do imóvel. Já a arma de fogo e as munições estavam escondidas dentro de um armário em um dos quartos da casa. Manuel Júlio também foi detido. "Haviam outras pessoas dentro da casa, mas elas não tinham nenhuma relação com o tráfico de drogas", ressaltou André.
Os alagoanos foram levados para o Denarc e autuados em flagrante por tráfico de drogas e posse ilegal de arma. Eles não deram informações sobre como adquiriram a maconha e nem para quem a repassaria. "A investigação continua para descobrir tanto a origem da droga quanto ao destino dela. Provavelmente seria distribuída naquela região, mas também poderia ser distribuída em qualquer outra região do estado", falou Baronto, que também frisou a importância da colaboração da população, através das denúncias anônimas. "Mais uma vez contamos com a participação e confiança da população sergipana. Esperamos que outras denúncias sejam efetivadas utilizando o Disque Denúncia (181), que é uma ferramenta importante no combate ao tráfico de drogas", concluiu.


