Servidores da saúde ainda não receberam reajuste

O reajuste de 6,5% anunciado pela Prefeitura de Aracaju foi o principal tema de discussões realizadas na tarde de ontem entre os servidores que atuam na saúde municipal. Segundo os trabalhadores, o aumento programado para este mês ainda não aconteceu.

Ontem à tarde houve assembleia geral da categoria na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde no Estado de Sergipe (Sintasa). Na ocasião, muitos servidores mostraram que o reajuste ainda não consta nos contracheques.
Diante deste novo fato, a diretoria do Sintasa está buscando um diálogo com a prefeitura com o objetivo de que a gestão municipal esclareça a situação para os servidores. A direção da entidade sindical pretende protocolar na próxima segunda-feira, 21 de julho, um ofício na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) solicitando uma audiência.

Também foi definida uma nova assembleia da categoria para o dia 15 de agosto, às 13h30, na sede do Sintasa. Na reunião de ontem, os servidores reclamaram também que alguns não receberão a incorporação das gratificações no salário base, como o de Progressão por Méritos, complemento do Programa de Saúde da Família (PSF) e gratificação de titulação.
A categoria também reivindica o pagamento do Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), que segundo os trabalhos foi desproporcional ao que foi trabalhado.
Também ficou combinado, depois da sugestão dos trabalhadores, que o Sintasa pressione a SMS para refazer a perícia sobre as áreas que os servidores trabalham para receber a insalubridade, que hoje é de 20%, uma vez que existe a desconfiança de que a porcentagem poderá ser superior.

Os trabalhadores também discutiram sobre as condições de trabalho nas unidades de saúde e avaliação de contracheque de junho.  A diretoria do Sintasa visitou recentemente nas unidades de Saúde do município de Aracaju e recebeu algumas reivindicações dos servidores em relação à diminuição de materiais para curativos, de lençóis para macas, da liberação de exames e a falta de medicamentos.
As unidades de Saúde visitadas foram a Francisco Fonseca, Carlos Hardman, Carlos Fernandes, Dona Jovem, Dona Sinhazinha, Lauro Dantas, Onésimo Pinto, Cândido Alves e o Walter Cardoso.

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