Milton Alves Júnior
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Mais de 500 alunos da Escola Municipal Dr. Carvalho Neto ficaram sem assistir aula durante todo o dia de ontem em virtude de uma inadimplência entre a Prefeitura de Aracaju e a Energisa, empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica na capital sergipana. Conforme denunciado ao Jornal do Dia, os estudantes já estavam dentro das respectivas salas de aula quando foi interrompido o serviço. Diante do calor e iluminação natural precária, os professores e adolescentes foram dispensados das atividades estudantis que permanecem interrompidas por tempo indeterminado. Essa foi a terceira vez que a direção da escola é surpreendida com a ação da Energisa.
Em reforma há mais de seis meses, a unidade escolar que fica instalada no bairro Novo Paraíso, zona Oeste de Aracaju, temporariamente está funcionando na Rua Boquim, centro da cidade, em um prédio onde já recebeu alunos do colégio Nossa Senhora Menina, e mais recentemente do Colégio Militar do Estado de Sergipe. Surpresos com a situação, os pais e demais responsáveis dos alunos garantem que ao longo dos últimos dois anos outros problemas têm interferido no aprendizado dos jovens. Insatisfeita com os contratempos, a diarista Maria Eliene dos Santos diz não suportar mais os problemas estruturais que são enfrentados a cada trimestre, e reivindica medidas paliativas que possam beneficiar os aracajuanos.
Questionada sobre quais seriam esses problemas corriqueiros, a denunciante enalteceu: "Tem três anos que a estrutura lá na Rua Rio Grande do Sul está horrível. Depois de tanto tempo mudaram a gente pra cá. Depois percebemos que falta alguns professores para certas matérias, água já foi cortada, não tem acompanhamento dos professores como era antes e essa conta de energia deve estar atrasada há muito tempo porque eu mesma já vi esses caras da Energisa vindo aqui informar que a rede seria desligada". Após o corte de energia, a direção da escola informou o caso junto à Secretaria Municipal de Educação (Semed).
Semed – No início da tarde de ontem a Assessoria de Comunicação da secretaria informou, num primeiro momento, que nenhum impasse teria sido registrado junto ao órgão municipal, e que tal denúncia não passava de um ‘boato’. Minutos após o primeiro contato realizado entre o Jornal do Dia e a Semed, o assessor de comunicação, Pedro Rocha, disse reconhecer a problemática, mas garantiu que todas os compromissos firmados pela prefeitura estão sendo devidamente cumpridos. Segundo o comunicador, o dono do imóvel, citado com pré-nome de Adriano, dirigiu-se até a Energisa a fim de saber os reais motivos para o corte. Tentamos entrar em contato com o responsável, mas as ligações foram rejeitadas.
"Soubemos por vocês do Jornal do Dia. Realmente a Energisa já chegou a ameaçar corte, mas os diretores conseguiram reverter a situação. O que nos impressiona é que ninguém da escola foi chamado para receber a informação que o serviço seria interrompido. Se isso tivesse acontecido poderíamos reparar os erros, mesmo não sendo nossos, e evitar o cancelamento das aulas", afirmou. Ainda segundo Pedro Rocha, o impasse burocrático e inadimplente pode estar atrelado a ações judiciais que permanecem em tramitação. A expectativa é que na próxima segunda-feira, 08, ou no máximo na terça-feira, 09, as aulas sejam reiniciadas.
Através de nota oficial encaminhada na tarde de ontem ao Jornal do Dia, foi informado que uma equipe da Energisa foi requisitada para realizar o restabelecimento de energia elétrica.


