Kátia Azevedo
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Faltando pouco para o Dia das Crianças, muitos pais já começam a lotar as lojas de brinquedos. No Centro da cidade, a corrida pelos presentes já é visível nas longas filas de muitos estabelecimentos comerciais. "Desde o início do mês a procura por presentes vem crescendo", informou a vendedora de uma loja de importados, Edivânia dos Santos Melo.
Ela conta que no ano passado o índice de vendas chegou a 90%. "A julgar pela grande procura deste ano, esta marca deve ser atingida rapidamente", relata. Edivânia ressalta que a grande procura é pela compra no atacado, que tem produtos com os valores populares. "Estamos confiantes que esta data alavanque as vendas", comemora.
De acordo com previsões anunciadas pelo setor lojista o comércio deve vender menos no Dia das Crianças. Se a projeção se confirmar, os lojistas acreditam que devam registrar o crescimento mais tímido dos últimos cinco anos.
Segundo projeção feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o volume de vendas a prazo deve registrar crescimento de apenas 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Desde 2010 o setor vem desacelerando o seu ritmo de crescimento. Nos anos anteriores, as expansões foram de 3,15% (2013), 4,83% (2012), 5,91% (2011) e de 8,5% (2010). Em 2014, todas as datas comemorativas (com exceção da Páscoa), como Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia dos Pais, também apresentaram um desempenho inferior se comparado ao ano passado. As quedas foram de 3,55%, 8,63% e de 5,09%, respectivamente.
Com a manutenção dos juros em patamares elevados e a alta da inflação, que interfere negativamente no poder de compra do trabalhador, a CNDL estima que as compras a vista e de valores menores devem ganhar mais espaço no Dia das Crianças deste ano.
Para a direção da CDL/Aracaju, os consumidores estão mais preocupados em não comprometer o próprio orçamento com compras parceladas. Na avaliação, os consumidores que optarem pelas compras a prazo vão dividi-las em menos prestações.
A direção da CNDL reforça que o varejo já não conta com os mesmos fatores macroeconômicos que ajudaram a aquecer o setor nos anos anteriores, como os altos índices de geração de emprego, expansão da renda, incentivos fiscais e a larga oferta de crédito mais barato.


