Líder da oposição na Câmara Municipal de Aracaju, o vereador Iran Barbosa (PT) fez um resgate, na quinta-feira, 16, dos avanços sociais e econômicos do Brasil nos últimos 12 anos, graças às ações dos governos Lula e Dilma, comparando com os governos anteriores do PSDB. Para o petista, o momento atual exige reflexão da sociedade a respeito dos dois projetos que estão em disputa.
Para Iran, não é verdade que no país não existam mais forças de esquerda e de direita em disputa na política ou luta de classes. "Nós temos sim, como ainda temos pobres de um lado e uma elite perversa do outro; assim como ainda temos muitos problemas, mas ações dos últimos governos Lula e Dilma conseguiram diminuir a extrema pobreza no nosso país. Isso é fato. Não adianta alguns tentarem tirar isso da pauta. A ONU colocou, pela primeira vez, o Brasil fora do mapa da fome no mundo. Isso tem que ser dito", ressaltou.
Iran apontou que, de um lado, o país ainda sustenta uma elite exploradora, concentradora de riqueza e poder, e do outro há uma massa de trabalhadores explorados. E mesmo com os avanços recentes em favor dos trabalhadores, não houve superação de todos os problemas estruturais do país. "É exatamente por isso que estamos disputando esta eleição e mostrando a diferença entre o que foi o Brasil sob a égide do PSDB e o que foi e é o Brasil sob os governos do PT", colocou o parlamentar.
Iran Barbosa elencou vários dados comparativos entre os governos do PSDB e do PT para provar o quanto os dois modos de governar são diferentes, o primeiro, com exclusão, concentração da renda e para poucos; o segundo, com inclusão, distribuição de renda e para a maioria.
Estre os dados elencados pelo petista estão o do número de estudantes em universidades públicas (PSDB: 3,5 milhões x PT: 7,1 milhões), escolas técnicas construídas (PSDB: 11 x PT: 563) e a taxa de desemprego, considerando apenas o atual governo de Dilma, onde o Brasil aparece como o país com uma das menores taxa de desemprego no mundo (5,4%) comparado com países como Estados Unidos (7%), França (11%), Itália (12%), Suécia (7,5%) e Espanha (26%).
"Esses dados todos podem não significar nada para alguns, mas para mim e para muitos brasileiros, significam muito. Podem falar mal o quanto for, mas falem mostrando dados", defendeu o petista.
Sobre escândalos de corrupção, tão utilizados pelos partidários do atual candidato tucano Aécio Neves (PSDB), Iran Barbosa lembrou que o partido do presidenciável figura é o que mais aparece envolvido em casos de corrupção.
"E condeno e não concordo com nenhum tipo de corrupção, seja em que partido for, e quero ver todos aqueles que cometem esse tipo de ato respondendo cada um o seu processo. Mas é bom que se mostrem os dados reais de cada um dos grandes escândalos nacionais", disse, apontando dez dos maiores casos de corrupção registrados no Brasil.
Deixando de lado a chamada "Privataria Tucana", esquema de privatizações fraudulentas que deixou um prejuízo de R$100 bilhões aos cofres públicos no governo FHC (1995-2002), Iran elencou, por ordem decrescente de valores desviados em reais e por partido, os seguintes escândalos: Banestado (42 bilhões – PSDB), Vampiros da Saúde (2,4 bilhões – PSDB), Banko Marka (1,8 bilhão – PSDB), TRT de São Paulo (923 milhões, PMDB), Anões do Orçamento (800 milhões – PMDB/PFL/PTB), Operação Navalha (610 milhões – DEM), Caso Sudan (214 milhões – PSDB), Sanguessugas (140 milhões – PSDB), Mensalão (55 milhões – PT/PL/PP/PTB), Máfia dos Fiscais (19 milhões – PSDB).
"Vamos cobrar que a corrupção seja punida, mas não vamos distorcer e esconder a verdade para tentar colocar uma correspondência entre corrupção e Partido dos Trabalhadores. Todo mundo incorporou, por causa da mídia, que o Mensalão foi o maior escândalo de corrupção do país. Vamos poupar a população de tanto engodo e de tantas mentiras. Esta aí a lista para quem quiser ver quem é o partido mais corrupto deste país. E se querem fazer comparações entre governos, eu faço, e o farei, diariamente se for preciso, porque não tenho medo de comparações nem da história", afirmou o petista.


