Novo protesto contra reajuste da tarifa de ônibus

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Usuários do transporte público da Grande Aracaju voltaram a se manifestar contra o reajuste de 15% no valor da tarifa, aprovada por lei no final do ano passado pelo prefeito da capital sergipana, João Alves Filho. Reunido nas proximidades da Praça General Valadão, centro da cidade, o grupo coordenado pelos movimentos ‘Não Pago’ e ‘Levante Popular da Juventude’, mais uma vez foi acompanhado de perto por agentes da Guarda Municipal de Aracaju (GMA), e reivindicava uma auditoria imediata nos gastos realizados com a manutenção de ônibus e terminais de integração.  Insatisfeitos com a cobrança de R$ 2,70, os manifestantes enalteciam a importância de a população se unir ao pleito dos passageiros com o propósito de conquistar um governo municipal mais democrático e de orçamento participativo.
Conforme contabilidade dos manifestantes, R$ 2,70 é uma tarifa abusiva e não corresponde com a qualidade do serviço atualmente oferecido a mais de 300 mil sergipanos. Durante a mobilização, foi destacado que a falta de diálogo da atual administração municipal junto aos aracajuanos.
Flávio Marcel Menezes, membro do Não Pago, disse que o chefe do executivo municipal precisa ser mais ‘flexivel’ junto à população. "Há quanto tempo vocês estão acompanhando nossas manifestações e nenhum avanço é registrado? Infelizmente João Alves prometeu uma coisa e está fazendo outra. A cidade parou nos últimos dois anos e ele sequer decide sentar para conversar com a gente. Não existe diálogo, nem interesse em estudar possíveis irregularidades", disse. Nos dois primeiros anos de mandato, João Alves sancionou duas leis de reajuste que, juntas, contabilizam 19,5% se comparado ao último ano de mandato do ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), no qual, passou os últimos dois anos de mandato (2011 e 2012) sem promover o reajuste da tarifa.
Durante o ato que foi realizado de forma simultânea com mais 12 capitais, foram citados os nomes dos 13 vereadores que votaram a favor do reajuste de 15%, o prefeito que sancionou a lei, gestores da Superintendência Municipal de Transporte e Transito, além do agente da GMA, Iury. Este servidor foi apontado como o responsável por atropelar uma manifestante há 15 dias enquanto ela reivindicava a redução da tarifa e a qualificação do transporte público. Para o músico Carlos Lúcio, caso a meta da prefeitura seja conquistar a aprovação popular no próximo pleito eleitor, é necessário que João e sua equipe mude a  atual forma de governar.
"Falta compromisso de verdade com o povo, falta aquela força de vontade de mudar que foi apresentada durante a eleição de 2012. Será que o prefeito e os secretários não percebem que as pessoas passaram a ter ‘saudades’ da administração de Edvaldo Nogueira? Não só os ônibus, a Guarda Municipal também não ‘quebrava’, os manifestantes. Acorda João e aprova a auditoria", pediu.
Ao contrário das últimas duas manifestações contra o reajuste e precariedade do transporte coletivo, desta vez não houve registro de conflitos entre agentes da GMA e passageiros. Ao todo, 30 guardas acompanharam  o movimento e evitar maiores desordens.

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