A polícia encontrou ontem à tarde o corpo do ex-presidiário João Carlos dos Santos, 32 anos, que estava desaparecido há 11 dias. Ele estava enterrado numa cova rasa escavada em um terreno baldio do loteamento Paraguai, no Conjunto Eduardo Gomes, em São Cristóvão (Grande Aracaju). A descoberta aconteceu ao final da manhã, quando um policial militar que mora na região recebeu uma denúncia anônima e pediu ajuda a uma equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Os agentes fizeram uma primeira escavação e encontraram um tênis. Depois, já com a ajuda de soldados do Corpo de Bombeiros, o cadáver foi resgatado. Além da presença do tênis, a suspeita de que o corpo estava ali ganhou força por causa de um forte cheiro que saía do local. Apesar do estado inicial de decomposição, o corpo estava coberto com uma camada de sal e uma tatuagem estava gravada na perna esquerda, o que facilitou a identificação de familiares que estavam à procura de João Carlos. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), onde outros exames de identificação do cadáver foram realizados.
A principal suspeita da polícia é de que Carlos foi morto a pauladas no próprio terreno onde foi enterrado, e de que ele costumava frequentar a região. A delegada Rosana Freitas, da 5ª Divisão do DHPP, confirma que a polícia ouviu algumas testemunhas e já possui uma linha de investigação para desvendar o crime, mas prefere mantê-la em sigilo até a conclusão do caso. A vítima morava no Loteamento Piabeta, em Nossa Senhora do Socorro, e, segundo a polícia, já respondeu a um processo por tráfico de drogas.


