Policial impede assalto e mata suspeito

Um suspeito de assalto morreu às 13h45 de ontem, após trocar tiros com um cabo da Polícia Militar que estava à paisana. O fato aconteceu na esquina das avenidas Nova Saneamento e Rio de Janeiro (atual Augusto Franco), no conjunto Castelo Branco (zona oeste). Segundo testemunhas, dois homens montados em uma moto de cor branca e 150 cilindradas tentaram roubar outra moto, conduzida por um funcionário da loja Hiper Sales, que saía de lá ao ser abordado.

O comandante do Batalhão de Radiopatrulha (BPRp), major Vitor Anderson Moraes, afirma que o policial saía do trabalho e passava pelo local em uma moto, quando viu a abordagem dos suspeitos, sacou uma pistola e tentou prender a dupla. O homem que estava na garupa da moto teria disparado dois tiros contra o cabo. Ele não foi atingido, mas acertou quatro disparos no suspeito, que correu até o muro do Cemitério São João Batista, onde caiu morto. O comparsa fugiu imediatamente do local. Já a vítima não foi ferida, mas ficou em estado de choque.

O suspeito morto foi identificado como Heridel Gomes Feitosa, 51 anos, ex-presidiário e já investigado como autor de assaltos à mão armada. Com ele, a PM apreendeu uma pistola calibre ponto 40 com a numeração e o brasão raspados, além de R$ 350,00. De acordo com o major Vítor, Heridel também usava uma blusa cinza pertencente ao uniforme de uma construtora, vestido por cima de uma camisa vermelha. "Os assaltantes estão usando muito essa vestimenta para praticar assaltos, porque, na visão deles, os policiais vão achar que ele é um trabalhador comum e vai evitar abordar", disse o PM.

Outra morte – Ainda na tarde de ontem, por volta das 15h30, o adolescente Rafael Lucas dos Santos, 17 anos, foi executado na Travessa Q-2, bairro São Conrado (zona sul). Testemunhas contaram à polícia que ele estava na porta de casa quando dois homens passaram por ele em uma bicicleta e deram-lhe sete tiros de revólver. Um dos tiros passou pela cabeça do rapaz, que caiu morto na porta da casa de um vizinho, onde tentou entrar para pedir ajuda.
Familiares de Rafael confirmaram que ele estava apreendido na Unidade Socioeducativa de Internação Provisória (Usip), acusado por tráfico de drogas, e tinha sido liberado de lá na manhã de ontem, poucas horas antes de ser assassinado. Dizem também que Rafael estava sofrendo ameaças e chegou a ser aconselhado pelas irmãs a não saírem de casa. O caso está com o Departamento de Homicídios e Proteção à pessoa (DHPP), o qual  investiga se o crime está ou não relacionado ao tráfico. (Gabriel Damásio)

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