Representantes da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços de Sergipe (Fecomse), sindicatos dos empregados no comércio e sindicato das Concessionárias de Veículos de Sergipe (Sincodiv/SE) se reunirão para mais uma rodada de negociação da Convenção Coletiva 2015/2016, bem como para tratar de convenções pendentes. O encontro será nesta sexta- feira, 29, às 9h, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego.
De acordo com o presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços de Sergipe (Fecomse), Ronildo Almeida, as últimas negociações coletivas de trabalho tem encontrado muita resistência por parte do setor patronal. "Eles estão puxando as negociações para baixo a todo o custo, com valores irrisórios para o momento atual como triênio, quebra de caixa, hora extra de 50%, produtividade, conquistas estas de mais de 20 anos. Estão procurando dificultar. Não se pode imaginar que nos dias de hoje patrões tenham uma postura de carrasco", explica Ronildo.
Segundo o presidente da Fecomse, a postura do setor patronal é contraditória, já que as pequenas empresas do comércio assumem a convenção coletiva de trabalho com os benefícios contidos para a classe trabalhadora.
Negociações – Sobre a negociação desta sexta- feira, Ronildo afirma que espera discutir avanços para a categoria. "Esperamos uma mesa de negociação nos moldes do desenvolvimento do mundo globalizado, onde se discutem avanços para os trabalhadores, responsáveis também pelos lucros nas empresas", espera.
"Não podemos é concordar com este sentimento e esse plano de exploração, que parte principalmente dos presidentes dos sindicatos patronais, que querem uma negociação olhando para o umbigo no sentido de arrochar, explorar, e retirar o pouco que temos. Não podemos admitir uma mesa de negociação que prevaleça o espírito de desarmonia e exploração do capital ao trabalhador", ressalta o presidente da federação dos empregados no comércio.
Ronildo destaca ainda que não se pode usar o pretexto de momentos de dificuldade para negar os avanços das discussões. "É importante a reflexão de todo empresariado de Sergipe ao respeito e importância que os empregados no comércio merecem. Não se pode aproveitar de momentos de dificuldade, de excesso de mão de obra pra impor a bandeira da exploração, miséria e desrespeito contra os empregados no Comércio", conclui Ronildo.


