Milton Alves Júnior
Centrais sindicais começam a se articular em Sergipe para transformar o mês de setembro no período com maior índice de mobilizações públicas dos últimos anos. Minutos após o fim da grande marcha promovida na tarde de quinta-feira, 21, pela Frente Brasil, líderes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), já anunciaram participação de 30 categorias trabalhistas no Grito dos Excluídos, realizado sempre no dia 07 de setembro, em Aracaju.
Antes disso, no próximo dia 02, agentes da Polícia Civil voltam a cruzar os braços como forma de protestar contra o Governo do Estado. No âmbito municipal, funcionários da Torre e servidores da área de saúde se preparam para novos atos.
Referente à PC/SE, o manifesto trata-se de uma paralisação considerada de advertência e que deve durar 24h. Essa ação visa pressionar o governador Jackson Barreto para conceder o reajuste de salário linear de acordo com a inflação atual que alcançou a casa dos 8,8%. Caso os profissionais cumpram com a promessa de cessar as atividades, esta será a segunda suspensão em menos de um mês, já que no início desse mês a categoria interrompeu direitos de detentos locados em delegacias, a exemplo de visitas familiares, e encontros com advogados. A mobilização está prevista para ocorrer em todos os 75 municípios sergipanos.
Por possuir o pior salário pago no Brasil para servidores do Detran, conforme apresentado pelo respectivo sindicato, profissionais atuantes na autarquia sergipana reforçam a permanência do calendário de lutas e destaca o próximo mês como representativo para a categoria. Remanescentes de uma mobilização grevista mal sucedida, já que o Tribunal de Justiça decretou a irregularidade do movimento, eles pretendem desenvolver novas paralisações de advertência a fim de cobrar melhorias imediatas nas condições de trabalho e reajuste salarial de 20% para todos os profissionais concursados. O ato está previsto para ocorrer até o dia 10 e deve, novamente, suspender em 70% o fluxo de atendimento.
Já os professores peregrinam na esperança de dias melhores para a educação pública, e avanços salariais. Na luta, os docentes reivindicam do Estado o pagamento do reajuste do piso salarial em 13,01%, além de melhorias nas condições de trabalho e realização de concursos públicos. No dia 18 de maio 12 mil professores cruzaram os braços e deflagraram greve por tempo indeterminado. Três dias após o início do ato o desembargador José dos Anjos concedeu liminar favorável a ação movida pelo Governo de Sergipe e determinou o fim da mobilização. Desde então, manifestações são realizadas com frequência.
Durante caminhada realizada na última quinta-feira, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese), Ângela Melo, destacou a importância em manter a categoria unida e na luta por direitos garantidos pela Constituição Federal. "Em setembro estaremos novamente nas ruas porque sabemos que a educação pública de Sergipe ainda é uma das piores do país e aqui muito aspecto precisa melhorar. Além do reajuste e qualificação das escolas, precisamos muito de qualificação na segurança dos nossos colegas educadores. Setembro é um mês especial por comemorarmos a independência da república. Professor na rua, a luta continua", destacou. O Sintese confirmou presença no Grito dos Excluídos 2015.


