HU realiza mutirão para atender bebês

Profissionais do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS) participaram ontem, 17, de um mutirão para atender a crianças nascidas com suspeita de microcefalia em Sergipe. Composta por uma equipe multiprofissional, a ação tem como objetivo acolher cerca de 60 bebês com o perímetro cefálico menor do que 32 centímetros, considerando-se a aferição na hora do nascimento.
A iniciativa é uma parceria entre HU-UFS, Universidade Federal de Sergipe (UFS) e Secretaria de Estado da Saúde (SES). O chefe da Unidade de Atenção à Criança e ao Adolescente do HU-UFS, Marco Valadares, explica que esse atendimento se inicia com a triagem dos pacientes que apresentam suspeita da doença.
"Em um primeiro momento foram convocadas pelas secretarias municipais de Saúde 61 mães, que participam de uma iniciativa na qual diversos profissionais colaboram para que haja a confirmação ou afastamento do diagnóstico", declara. O pediatra ressalta que, mesmo nos casos em que a microcefalia não é diagnosticada, é importante esse contato entre o HU e a mãe, a fim de que ela cumpra as consultas mensais de rotina, naturais para cada bebê.

O mutirão envolve, além de pediatras e fisioterapeutas, especialistas como neuropediatras e oftalmologistas. Assim, aqueles bebês que tiverem a doença confirmada, terão acompanhamento clínico e tratamento de reabilitação, o que envolve fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. "Nesta quinta-feira, está sendo colhido material para exames laboratoriais, além do agendamento para realização de consultas e exames específicos", complementa Marco Valadares.
Um dos profissionais envolvidos diretamente no ato é o chefe da Unidade de Reabilitação do HU-UFS, Jader Pereira. Ele, que é fisioterapeuta, explica que a microcefalia é uma doença que necessita de acompanhamento multiprofissional por muitos anos. "No mutirão, o HU faz uma triagem inicial, com diagnóstico clínico, exames complementares, mas, para cada criança, será traçado um plano terapêutico. Estamos seguindo os protocolos do Ministério da Saúde para cada situação. Diagnosticada a microcefalia, é importante que se faça a estimulação precoce, pois quanto mais cedo a doença for descoberta e as providências forem tomadas, menos sequelas essas crianças vão apresentar", detalha Jader.

Atendimento – A lavradora Ana Caroline Dórea, do município de Lagarto, levou seu bebê de dois meses para a avaliação. "A Secretaria Municipal de Saúde de Lagarto entrou em contato comigo para que eu viesse, e eu trouxe meu filho porque quero saber o que eu devo fazer a partir de agora", disse.
Outra que recebeu a convocação para ser atendida no mutirão foi Maíse Souza, que trabalha com serviços gerais. "Meu filho tem dois meses, já fiz alguns exames nele, como o teste do pezinho, mas sei que ele tem a cabecinha menor que a de outras crianças. Espero conseguir fazer o tratamento dele", comenta Maíse.

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