Combate continua

Ações intensificadas de combate ao mosquito Aedes Aegypti estão sendo realizadas em todos os 75 municípios sergipanos durante este final de semana. Com o apoio do Exército Brasileiro e da Polícia Militar, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), tem buscado firmar novos apoios a fim de combater este inseto responsável pela transmissão da Dengue, Chikungunya, Zika Vírus e Microcefalia. Para se ter uma ideia do tamanho do, em Sergipe já foram notificados mais de 180 casos de microcefalia. Os números representam crianças oriundas de 46 municípios.

Dados da SES indicam que só no ano passado foram 158 casos; já nos primeiros 60 dias de 2016 foram 32 casos registrados. Aracaju ainda lidera o ranking com 47 registros, seguido por Nossa Senhora do Socorro com 18, e Itabaiana com 13. Esses números significam um aumento superior a 1500% se comparado aos anos da década passada, por exemplo. Quanto às outras doenças provocadas pelo Aedes Aegypiti, nos 12 meses de 2015 foram notificadas 8.569 pessoas com Dengue, com incidência de 386 casos a cada 100 mil habitantes, o que coloca o Estado numa situação de epidemia da doença. Neste ano o índice permanece alto e já apresenta mais de 1.200 pessoas com sintomas da doença.

A Febre do Chikungunya fez 136 vítimas em 23 municípios sergipanos no ano de 2015, enquanto em 2014 foi confirmado apenas um caso. O primeiro trimestre de 2016 ainda nem concluiu e os números continuam preocupantes. Até a última sexta-feira, 04, as unidades de saúde atenderam 260 pacientes com sintomas da febre. Exames estão sendo realizados para confirmar, ou não, os casos apresentados. Na avaliação feita pelo secretário de saúde, Zezinho Sobral, a meta do governo é continuar dialogando com os municípios, oferecer estrutura e combater o mosquito. Ele ressalta que a luta é de todos e a população sergipana deve se unir aos órgãos que estão engajados neste combate.
"A missão não acabou. Todos os dias, inclusive nos finais de semana nós estamos trabalhando intensamente para vencer essa luta contra um mosquito histórico no nosso país. O Estado de Sergipe não vai sossegar enquanto não conseguirmos baixar esses índices que permanecem preocupando milhares de famílias. Temos recebido a adesão de vários órgãos, mas o mais importante é conquistar o apoio de todos. Somente juntos iremos combater o Aedes Aegypiti e tranquilizar os brasileiros", afirmou. Na tentativa de ampliar os estudos de combate às doenças, em especial a Zika Vírus, na semana passada foi concluída a pesquisa que visa diminuir a janela imunológica para identificação do vírus.

Segundo a direção do Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen), o exame tende a detectar o anticorpo do vírus da zika agora de forma mais versátil e amplamente específico – ao contrário do que era realizado em meses anteriores. Este método, que tem sido pioneiro no Nordeste brasileiro, tende a procurar o anticorpo e não mais o vírus. Ainda de acordo com Zezinho, essas ações administrativas são necessárias para compor o trabalho realizado com maior amplitude desde que o surto destas doenças começaram a ter destaque nacional após a evolução abrangente na menor unidade federativa do Brasil.

Para Zezinho, alguns avanços já foram conquistados, mas alega que essa batalha está apenas começando. "Há décadas o Brasil se preocupa com a existência do Aedes Aegypiti. Em 2008 e 2009 tivemos uma epidemia da Dengue. No ano passado esse mosquito se mostrou ainda mais forte. O mundo está lutando contra esse mosquito e nós aqui em Sergipe estamos fazendo a nossa parte. A luta é longa e continua, mas com a atuação de todos será mais fácil vencer esse combate", pontuou.
A atuação realizada em Sergipe conta ainda com o apoio da Secretaria de Estado da Educação (SEED), Petrobras, bancos estatais, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e centrais sindicais.

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