O Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SE) conversaram ontem sobre a greve nacional nas instituições financeiras.A reunião na OAB foi solicitada pelo presidente da Ordem, Henry Clay Andrade, para dialogar com o sindicato sobre o andamento das negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e a possibilidade de um entendimento. A presidenta do SEEB/SE, Ivânia Pereira, saudou a iniciativa da instituição e explicou que "a Fenaban mantém a proposta rebaixada com reajuste de 7% nos salários, abaixo da inflação, e abono de R$3,3 mil, sem compromisso com emprego da categoria". Segunda ela, a proposta dos banqueiros está distante das reivindicações dos funcionários e funcionárias.
Ivânia Pereira também informou aos dirigentes da OAB/SE que o sindicato vem cumprindo com o artigo 10 da Lei de Greve. "Estamos mantendo 30% de efetivos e 100% da compensação bancária. Temos o maior interesse no encerramento dessa greve, porém esse é o único instrumento que temos no momento para pressionar os banqueiros a apresentar uma proposta de reposição salarial decente, capaz de encerrar a paralisação", afirmou a sindicalista.
Ainda segundo a sindicalista, ontem o movimento completou 15 dias corridos. A paralisação foi deflagrada no início do mês, dia 6. Com o impasse entre o Comando Nacional dos Bancários e Fenaban, a paralisação dos bancários continua. Até a segunda (19), em todo o País, a paralisação envolveu 13.071 agências, o que representa 56% do total de agências. Em Sergipe, a greve permanece em 197 agências.


