Mais seis fogem de Glória e secretário reage a acusações.

 

Uma terceira fuga de presos em duas semanas aprofundou ainda mais a crise no Presídio Regional Senador Leite Neto (Preslen), em Nossa Senhora da Glória (Sertão). Na madrugada de ontem, mais seis detentos de uma ala conseguiram sair, após serrarem a grade da cela onde estavam. Em seguida, após terem acesso às muralhas, eles escalaram as grades e cortarama concertina, uma espécie de arame farpado com lâminas, que geralmente fica em cima dos muros. Depois, eles assaram pela fenda, usando cordas de lençóis conhecidas como ‘terezas’. A fuga foi percebida no final da madrugada, com os latidos dos cachorros, e confirmada após a recontagem. 
Policiais militares de várias unidades da região de Glória, com reforços vindos da capital, retomaram as buscas pelos presos, as quais já aconteciam desde a madrugada de sábado, quando outros 39 detentos fugiram por um túnel escavado há 15 dias e reaberto pelos fugitivos. Até a noite de ontem, oito homens foram recapturados em Aracaju e em cidades da região de Glória.
Na manhã de ontem, em entrevista à rádio Liberdade FM, o secretário estadual de Justiça, Antônio Hora Filho, admitiu que o Preslenestá com a estrutura e a segurança fragilizada, mas rebateu duramente as acusações feitas desde sábado pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários de Sergipe (Sindipen). De acordo com Hora, a entidade estaria incitando os agentes a deixarem de cumprir algumas funções do presídio, como a segurança das guaritas de observação junto às muralhas, mesmo com a promessa de pagamento de horas extras por parte do governo estadual. 
"E as guaritas [postos de observação localizados nos muros das unidades prisionais] precisam funcionar, mas não estão. A secretaria da justiça estava pagando horas extras, tínhamos agentes que recebiam mais de três mil só de horas extras. Infelizmente o sindicato vem orientando os agentes a paralisar alguns serviços. (…) queremos pagar horas extras, mas o sindicato não aceita… infelizmente a sociedade está pagando um preço muito alto pelas fugas. Estamos pedindo ajuda a SSP, que já disponibilizou efetivo para subir nas guaritas e garantirmos a segurança da sociedade", contra-atacou Hora Filho.
O secretário também avisou que não vai mais tolerar atitudes que prejudiquem a segurança do sistema prisional, principalmente se elas partirem de servidores ligados ao movimento sindical. "Estou aqui com a cara pra bater e tentar resolver os problemas do sistema. Mas atos irresponsáveis de sabotagem do sistema o cidadão não pode pagar esse preço. Toda vez que o sindicato adotar um movimento que irá prejudicar o cidadão, eu me colocarei na linha de frente", dispara Antônio, ao dirigir um apelo aos agentes prisionais de Glória: "Por favor, retomem as suas atividades". 

Uma terceira fuga de presos em duas semanas aprofundou ainda mais a crise no Presídio Regional Senador Leite Neto (Preslen), em Nossa Senhora da Glória (Sertão). Na madrugada de ontem, mais seis detentos de uma ala conseguiram sair, após serrarem a grade da cela onde estavam. Em seguida, após terem acesso às muralhas, eles escalaram as grades e cortarama concertina, uma espécie de arame farpado com lâminas, que geralmente fica em cima dos muros. Depois, eles assaram pela fenda, usando cordas de lençóis conhecidas como ‘terezas’. A fuga foi percebida no final da madrugada, com os latidos dos cachorros, e confirmada após a recontagem. 

Policiais militares de várias unidades da região de Glória, com reforços vindos da capital, retomaram as buscas pelos presos, as quais já aconteciam desde a madrugada de sábado, quando outros 39 detentos fugiram por um túnel escavado há 15 dias e reaberto pelos fugitivos. Até a noite de ontem, oito homens foram recapturados em Aracaju e em cidades da região de Glória.

Na manhã de ontem, em entrevista à rádio Liberdade FM, o secretário estadual de Justiça, Antônio Hora Filho, admitiu que o Preslenestá com a estrutura e a segurança fragilizada, mas rebateu duramente as acusações feitas desde sábado pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários de Sergipe (Sindipen). De acordo com Hora, a entidade estaria incitando os agentes a deixarem de cumprir algumas funções do presídio, como a segurança das guaritas de observação junto às muralhas, mesmo com a promessa de pagamento de horas extras por parte do governo estadual. 

"E as guaritas [postos de observação localizados nos muros das unidades prisionais] precisam funcionar, mas não estão. A secretaria da justiça estava pagando horas extras, tínhamos agentes que recebiam mais de três mil só de horas extras. Infelizmente o sindicato vem orientando os agentes a paralisar alguns serviços. (…) queremos pagar horas extras, mas o sindicato não aceita… infelizmente a sociedade está pagando um preço muito alto pelas fugas. Estamos pedindo ajuda a SSP, que já disponibilizou efetivo para subir nas guaritas e garantirmos a segurança da sociedade", contra-atacou Hora Filho.

O secretário também avisou que não vai mais tolerar atitudes que prejudiquem a segurança do sistema prisional, principalmente se elas partirem de servidores ligados ao movimento sindical. "Estou aqui com a cara pra bater e tentar resolver os problemas do sistema. Mas atos irresponsáveis de sabotagem do sistema o cidadão não pode pagar esse preço. Toda vez que o sindicato adotar um movimento que irá prejudicar o cidadão, eu me colocarei na linha de frente", dispara Antônio, ao dirigir um apelo aos agentes prisionais de Glória: "Por favor, retomem as suas atividades". 

 

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