Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br
Um assassinato cho
cou a população do
bairro Santa Maria (zona sul de Aracaju), por volta das 19h30 de anteontem. O adolescente João Victor Correia da Silva, 13 anos, foi executado com sete tiros de pistola em uma rua próxima à sua residência, no Conjunto Valadares, onde fazia um passeio de bicicleta. Segundo testemunhas, desconhecidos que estavam em uma VW Saveiro branca passaram pelo local e perseguiram a vítima até que um dos bandidos abriu fogo. Todos os tiros acertaram as costas do adolescente, que morreu na hora.
O crime é investigado por policiais civis da 9ª Delegacia Metropolitana (9ª DM) e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Para a polícia, a linha de investigação mais provável é a de que Victor teria sido confundido com outro adolescente do bairro que estaria envolvido com o tráfico de drogas. No entanto, outras versões surgiram para o crime. A família do garoto e alguns amigos mais próximos atribuem o crime ao descumprimento de um suposto ‘toque de recolher’ que seria imposto pelos traficantes que atuam no Santa Maria.
Uma testemunha reforça esta versão, afirmando que os traficantes começam a circular pelo bairro por volta das 18h, ordenando que os moradores se tranquem em casa. "Ele andando de bicicleta na rua onde mora, deram esse toque de recolher, que não era pra ninguém sair de casa depois das seis horas da noite. Inocentemente, às sete e meia da noite, ele estava andando de bicicleta e um cara saiu duma Saveiro branca pra disparar sete tiros pelas costas do garoto, rapaz! Uma crueldade. A família está indignada, sem saber o motivo de tanta maldade no coração dos seres humanos naquele bairro", desabafou a testemunha, que atribuiu a suposta ordem a uma disputa entre quadrilhas de traficantes.
A polícia, por sua vez, nega ter conhecimento de qualquer ‘toque de recolher’ ou ordem semelhante no Santa Maria ou em qualquer outra comunidade da Grande Aracaju. O comando da Polícia Militar informou que o crime teve características de execução, pois nada foi roubado da vítima, e que nenhuma denúncia relativa a ordens de traficantes foi feita até o momento à polícia. A hipótese de engano na execução é reforçada pelo fato de João Victor não ter nenhuma passagem pela polícia ou pela Justiça. o caráter pacífico do garoto também é reforçada pela testemunha que falou com os jornalistas na manhã de ontem. "Um menino de 13 anos, inocente, foi morto de uma forma covarde, brutal. A vida dele era estudar, assistir televisão, jogar videogame e andar de bicicleta.A que ponto nós chegamos no bairro Santa Maria. Um bairro grande daquele, de população trabalhadora, de pessoas direitas. Queremos uma resposta das autoridades a esse crime, porque o Santa Maria não aguenta mais", desabafou.
Os criminosos não foram identificados até o fechamento desta edição, mas a PM já confirmou que a arma usada no homicídio foi uma pistola calibre ponto 40, de uso restrito da polícia, provavelmente roubada. Qualquer informação sobre o caso pode ser repassada pelo Disque-Denúncia, através do telefone 181 ou do aplicativo Disque Denúncia SE. O denunciante não precisa se identificar.
Gabriel Damásio
gabrieldamasio@jornaldodiase.com.br
Um assassinato chocou a população do bairro Santa Maria (zona sul de Aracaju), por volta das 19h30 de anteontem. O adolescente João Victor Correia da Silva, 13 anos, foi executado com sete tiros de pistola em uma rua próxima à sua residência, no Conjunto Valadares, onde fazia um passeio de bicicleta. Segundo testemunhas, desconhecidos que estavam em uma VW Saveiro branca passaram pelo local e perseguiram a vítima até que um dos bandidos abriu fogo. Todos os tiros acertaram as costas do adolescente, que morreu na hora.
O crime é investigado por policiais civis da 9ª Delegacia Metropolitana (9ª DM) e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Para a polícia, a linha de investigação mais provável é a de que Victor teria sido confundido com outro adolescente do bairro que estaria envolvido com o tráfico de drogas. No entanto, outras versões surgiram para o crime. A família do garoto e alguns amigos mais próximos atribuem o crime ao descumprimento de um suposto ‘toque de recolher’ que seria imposto pelos traficantes que atuam no Santa Maria.
Uma testemunha reforça esta versão, afirmando que os traficantes começam a circular pelo bairro por volta das 18h, ordenando que os moradores se tranquem em casa. "Ele andando de bicicleta na rua onde mora, deram esse toque de recolher, que não era pra ninguém sair de casa depois das seis horas da noite. Inocentemente, às sete e meia da noite, ele estava andando de bicicleta e um cara saiu duma Saveiro branca pra disparar sete tiros pelas costas do garoto, rapaz! Uma crueldade. A família está indignada, sem saber o motivo de tanta maldade no coração dos seres humanos naquele bairro", desabafou a testemunha, que atribuiu a suposta ordem a uma disputa entre quadrilhas de traficantes.
A polícia, por sua vez, nega ter conhecimento de qualquer ‘toque de recolher’ ou ordem semelhante no Santa Maria ou em qualquer outra comunidade da Grande Aracaju. O comando da Polícia Militar informou que o crime teve características de execução, pois nada foi roubado da vítima, e que nenhuma denúncia relativa a ordens de traficantes foi feita até o momento à polícia. A hipótese de engano na execução é reforçada pelo fato de João Victor não ter nenhuma passagem pela polícia ou pela Justiça. o caráter pacífico do garoto também é reforçada pela testemunha que falou com os jornalistas na manhã de ontem. "Um menino de 13 anos, inocente, foi morto de uma forma covarde, brutal. A vida dele era estudar, assistir televisão, jogar videogame e andar de bicicleta.A que ponto nós chegamos no bairro Santa Maria. Um bairro grande daquele, de população trabalhadora, de pessoas direitas. Queremos uma resposta das autoridades a esse crime, porque o Santa Maria não aguenta mais", desabafou.
Os criminosos não foram identificados até o fechamento desta edição, mas a PM já confirmou que a arma usada no homicídio foi uma pistola calibre ponto 40, de uso restrito da polícia, provavelmente roubada. Qualquer informação sobre o caso pode ser repassada pelo Disque-Denúncia, através do telefone 181 ou do aplicativo Disque Denúncia SE. O denunciante não precisa se identificar.