A Polícia Civil e o Instituto de Criminalística vão fazer hoje, a partir das 8h, uma perícia de campo nas esquinas das ruas Maruim, Lagarto e Arauá, no Centro da capital. O exame faz parte das investigações sobre o acidente ocorrido no local em 16 de junho, que provocou a morte da cantora Eliza Clívia Angelino, ex-vocalista da banda Cavaleiros do Forró, e de seu esposo, o baterista Sérgio Ramos da Silva. A previsão da Secretaria da Segurança Pública (SSP) é de que o trabalho dure cerca de quatro horas, sendo executado por peritos da Criminalística e policiais da Delegacia Especial de Delitos de Trânsito (DEDT).
O objetivo da polícia é refazer os trajetos e calcular as velocidades do carro de passeio onde Eliza estava, um Fiat Pálio com placas de Alagoas, e do ônibus da Transporte Tropical que fazia linha 031 (Eduardo Gomes/Desembargador Maynard). O Pálio estava na Rua Maruim e, segundo testemunhas, teria invadido a preferencial da Arauá, onde foi atingida pelo ônibus, rodopiou, subiu na calçada e bateu em um muro. Os outros três ocupantes do carro ficaram feridos, sendo o motorista em estado muito grave. A suspeita da polícia é de que os dois veículos estariam em alta velocidade. Para calcular as velocidades, o laudo da Criminalística vai usar balizas e comparar o cenário com as imagens gravadas por uma câmera de segurança que registrou o acidente. O laudo da perícia será anexado ao inquérito aberto na DEDT sobre o acidente.
Durante os trabalhos da Criminalística, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) vai interromper o trânsito nas ruas envolvidas. Os trechos afetados são: cruzamento da rua Capela com rua Propriá; cruzamento da rua Santa Luzia com rua Itaporanga; e cruzamento da rua Lagarto com rua Maruim. Agentes de trânsito estarão nos pontos citados para orientar os condutores. Durante toda a manhã, os ônibus que circulam por esses locais também serão desviados para as vias mais próximas. Os trabalhos podem ser concluídos antes do horário reservado e o trânsito será liberado após a liberação da polícia. (Gabriel Damásio)

