Milton Alves Júnior
Depois de 24 horas de manifestação, taxistas que se acorrentaram na entrada principal do Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos como forma de protesto contra a implantação e abrangência do Uber, deixaram o espaço com o apoio do próprio prefeito Edvaldo Nogueira. A ‘soltura’ ocorreu no final da manhã de ontem quando o chefe do executivo se dirigiu até os sindicalistas e reafirmou o compromisso de se reunir em caráter extraordinário no próximo dia 15, às 16h, na própria sede governamental para debater o impasse entre a classe trabalhadora e os aplicativos de transporte de pessoas, em especial, o Uber.
Desde o dia 13 de dezembro do ano passado – quando este sistema foi implantado em Aracaju – os condutores de taxi se queixam da constitucionalidade do serviço promovido hoje em todas as unidades federativas do Brasil. Na capital sergipana,a direção do Sindicato dos Taxistas do Estado de Sergipe (Sintax), já buscou o apoio de vereadores e desembargadores do Tribunal de Justiça TJ/SE), mas não obtiveram êxito. Agora, os trabalhadores pressionam Edvaldo para que ele determine, através da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), uma série de blitze que inviabilize o sistema de ser promovido em todo o território aracajuano. Independente do apoio recebido por grande maioria dos usuários, os taxistas avaliam o Uber como serviço clandestino.
Na concepção do vice-presidente do Sintax, Gerson Ferreira, a partir do momento em que o prefeito se dirige aos manifestantes e busca esclarecer as interferências que incomodam parte dos sindicalistas, é preciso retroceder nas críticas e proporcionar votos de confiança. Gerson garantiu que os atos públicos seguem suspensos, pelo menos até o final da reunião previamente agendada para o final desta quinzena de agosto. A perspectiva por parte dos militantes sindicais é que neste curto prazo a SMTT já possa apresentar números que indiquem maior intolerância aos aplicativos apontados pela categoria como irregulares. Caso o pleito não seja atendido as mobilizações tendem a ser reiniciadas.
“Todos esses pais e mães de família estão em busca de gestores dos poderes judiciários, executivos e legislativos que possam se somar às nossas reivindicações que são legais. É inadmissível que motoristas sem nenhuma habilidade estejam ocupando espaços como pontos de taxis. A prefeitura precisa parar essa prática que só tem gerado prejuízos para todos os taxistas desde dezembro do ano passado quando o Uber foi instalado aqui”, pontuou o sindicalista. Sobre os locais ocupados, dito pelo vice-presidente, em especial, está a região do Aeroporto Santa Maria e do Terminal Rodoviário Governador José Rollemberg Leite.


