Suspeitos de matar garota em socorro são presos

Gabriel Damásio

 

A Polícia Civil confirmou neste sábado a prisão temporária de dois suspeitos do assassinato da adolescente Michele de Jesus Santos, 13 anos, que teve seu corpo encontrado no dia 4 de novembro, em uma escola abandonada no Conjunto Marcos Freire I, em Nossa Senhora do Socorro. Na tarde desta sexta-feira, policiais doDepartamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) cumpriram dois mandados de prisão temporária decretados contra William Teles Santos Silva, a ‘Lohanna’, 18, e Maiane Cristina Melo Santos, a ‘Gu’, 21. Os dois foram detidos nos conjuntos Maria do Carmo e Marcos Freire 2, em Socorro.

‘Gu’ e Lohanna’ são apontados nas investigações como os principais suspeitos de terem atraído Michele até a escola abandonada, onde ela acabou morta por asfixia mecânica. No dia do crime, a garota saiu de casa pela manhã, para comprar pães, mas foi encontrada morta no meio da noite. O delegado Antônio Sérgio Pinto, responsável pelas investigações, disse que ele e sua equipe verificaram informações em vídeos de câmeras de segurança próximas à casa da vítima. Segundo a polícia, 15 depoimentos de familiares e testemunhas foram ouvidos e todosapontavam ‘Lohana’ como principal responsável pelo crime.

“Eles foram interrogados e negaram a autoria do delito, em que pese as inúmeras provas que conseguimos juntar aos autos, tanto provas testemunhais quanto em imagens [de vídeo]. Já temos concretamente a informação de que a Maiana entrou com a vítima no colégio abandonado, e logo após, entrou a ‘Lohanna’ também”, disse Antônio, ressaltando que ainda falta esclarecer como foi a participação de cada acusada na dinâmica do crime e se houve ainda a participação de outras pessoas. “Há indícios de que uma terceira pessoa também esteve no local do crime”, confirma o delegado.

Resta saber ainda o motivo do crime. De acordo com Sérgio, as primeiras pistas indicam que a morte da menina foi um crime passional, mas as ligações de relacionamento da vítima e das acusadas ainda não estão totalmente claras. “Nós teremos esse prazo de 30 dias da prisão temporária para esclarecermos todas estas questões”, garantiu ele. ‘Lohanna’ chegou a ser detido no dia seguinte à descoberta do corpo de Michele, mas liberada por falta de indícios concretos e quase linchada por populares revoltados com o crime – o que foi impedido com a intervenção da Polícia Militar. Os moradores também derrubaram parte das ruínas da escola abandonada, forçando a Prefeitura de Socorro a concluir os trabalhos de demolição. 

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