Polícia consegue queda na criminalidade, mas enfrenta déficit

 

Gabriel Damásio
O Fórum Brasileiro de 
Segurança Pública 
(FBSP) divulgou nesta semana os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que apontou uma redução de 12,4% nos índices de mortes violentas intencionais em Sergipe. Com isso, o estado deixou o incômodo índice de líder no ranking nacional em taxas de homicídios, indo para sétima posição. Mesmo assim, a Polícia Civil enfrenta um déficit em seu efetivo. Com cerca de 3 mil policiais, o órgão de polícia investigativa enfrenta ainda a falta de efetivo, que deve ficar em 400 servidores, mesmo com os recentes concursos abertos para agente de policia e delegado. É o que admite a delegada-geral de Polícia Civil, Katarina Feitoza, em entrevista ao JORNAL DO DIA. Leia a seguir os principais trechos. 
QUEDA NA
CRIMINALIDADE
Existe essa tendência. Não é uma tendência, já é uma realidade. O Anuário já publicou os números de 2017 e como nós vínhamos divulgando no ano passado e este ano, os números de 2017 já apresentavam uma queda. Isso é fruto de um trabalho planejado e pesquisas. Não é fruto de empirismo e nem da sorte. Nós vínhamos num aumento, uma curva ascendente de criminalidade desde 2010, no índice de homicídio, de 18%, que vinha subindo de ano a ano. Em 2016, já fruto dos investimentos do governo do estado em segurança pública, investimento em pessoal nos concursos públicos da perícia, Polícia Militar e Civil, já conseguimos estancar essa subida. Essa curva ascendente que vinha subindo ano a ano. Em 2017, o trabalho continua, com a nomeação dos agentes de polícias, dos peritos e dos novos policiais militares, nós conseguimos reduzir 14% dos crimes em Sergipe e 21% em Aracaju. Em 2018 essa tendência continua, e isso quer dizer que nós estamos no caminho certo. Agora, nós brigamos com os nossos próprios números de 2017. De janeiro a julho, a gente já apresenta uma curva também descendente de 4,4%. 
PLANEJAMENTO
INTEGRADO
Isso é fruto de planejamento integrado. São feitas reuniões semanais para análise da mancha criminal, com o secretário de segurança pública e toda a cúpula da polícia militar e civil.  Houve investimento em pessoal, houve investimento na área de inteligência, com a aumento da Dipol, com o núcleo no Departamento de Narcóticos e no de Homicídios, e também com a criação da [equipe] no local de crime de tentativa de homicídio no DHPP, porque só tínhamos as de homicídio, e a criação do local de crime em Itabaiana. Então isso vem melhorando os nossos índices de elucidação e também na prevenção, porque a gente sabe que quanto mais se elucida, se prende e se combate a criminalidade, isso também é uma forma de prevenção.
MANDADOS DE PRISÃO
Não tenho aqui os números pra dizer, mas são muitos mandados de prisão em aberto. Contamos com muitos mesmo. A quantidade é grande, mas são feitos mutirões constantes para que esses mandados a serem cumpridos, especialmente aqueles crimes violentos letais intencionais, que são o homicídio, o latrocínio, a lesão corporal seguida de morte. Esse esforço conjunto que tem sido feito entre a Polícia Civil e a Militar no cumprimento desses mandados também vem trazendo a diminuição desses índices.
AÇÕES DO DEOTAP
O trabalho foi melhorado. Houve acréscimo de pessoal e de agentes de polícia. Na realidade, é um trabalho continuado, o trabalho da Deotap sempre foi um trabalho de excelência e nós resolvemos continuar, logicamente. É um clamor da sociedade. Hoje não tem como se retroceder na questão do combate ao crime contra a administração pública e à corrupção. Ele deve estar em primeiro lugar em qualquer administração de segurança pública. A Polícia Civil não pode mais prescindir desse tipo de investigação, porque é um crime que afeta comunidade, é como o cupim. Ele está ali escondidinho e quando aparece, a casa já caiu, o guarda-roupa já caiu e demoliu. Nós precisamos combater esse tipo de crime. Contamos aqui com o apoio incondicional do Ministério Público do nosso estado, que não nos auxilia e nos ajuda. O nosso Laboratório de Lavagem de Dinheiro [LAB-LD] está ainda melhor, contando com outros profissionais também, e queremos agradecer ao empenho da nova equipe, que não deixou o trabalho perecer. 
OPERAÇÃO
ANTIDESMONTE
O nome da operação foi dado na época, mas não existe uma unidade de investigações. É bom que isso fique claro. Foram vários inquéritos, várias denúncias e documentos que foram encaminhados em parte para o Ministério Público e parte para o Deotap, mas de fatos diferentes, de administradores diferentes, não é uma coisa interligada. Então foram aproximadamente 17 inquéritos instaurados. Desses, todos já foram analisados e apresentados à Justiça e até à imprensa. E concluídos na gestão da doutora Thais Santiago, e vários gestores foram indiciados. 
DÉFICIT NA
POLÍCIA CIVIL
A lei que regula o nosso efetivo é de 1999. De lá pra cá, a população sergipana aumentou 29%, mas a lei continua a mesma e o nosso efetivo não alcança nem o que a lei determina. Levanso em conta o que lei determina, nos temos um déficit de 11 delegados de polícia, 385 agentes de polícia e 26 escrivães. Mesmo que todos os excedentes dos concursos sejam chamados, e já chamamos todos os de escrivães, mesmo assim ficaremos com o déficit ainda será de 400 policiais. Nós já estamos discutindo com o governo do estado a abertura de um novo concurso para delegado, que já foi autorizado e está com edital aberto, e estamos discutindo para o próximo ano o novo concurso de agente de polícia, porque é necessário e fundamental. Porque esse déficit aumenta dia a dia, e isso é fruto de praticamente 10 anos sem concurso público. Nós estamnos esperando até o fim do ano que até 120 policiais se aposentem. Essa proposta de novo concurso já foi encaminhada ao governo e foi sinalizada positivamente. 

O Fórum Brasileiro de  Segurança Pública  (FBSP) divulgou nesta semana os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que apontou uma redução de 12,4% nos índices de mortes violentas intencionais em Sergipe. Com isso, o estado deixou o incômodo índice de líder no ranking nacional em taxas de homicídios, indo para sétima posição. Mesmo assim, a Polícia Civil enfrenta um déficit em seu efetivo. Com cerca de 3 mil policiais, o órgão de polícia investigativa enfrenta ainda a falta de efetivo, que deve ficar em 400 servidores, mesmo com os recentes concursos abertos para agente de policia e delegado. É o que admite a delegada-geral de Polícia Civil, Katarina Feitoza, em entrevista ao JORNAL DO DIA. Leia a seguir os principais trechos. 

QUEDA NACRIMINALIDADE
Existe essa tendência. Não é uma tendência, já é uma realidade. O Anuário já publicou os números de 2017 e como nós vínhamos divulgando no ano passado e este ano, os números de 2017 já apresentavam uma queda. Isso é fruto de um trabalho planejado e pesquisas. Não é fruto de empirismo e nem da sorte. Nós vínhamos num aumento, uma curva ascendente de criminalidade desde 2010, no índice de homicídio, de 18%, que vinha subindo de ano a ano. Em 2016, já fruto dos investimentos do governo do estado em segurança pública, investimento em pessoal nos concursos públicos da perícia, Polícia Militar e Civil, já conseguimos estancar essa subida. Essa curva ascendente que vinha subindo ano a ano. Em 2017, o trabalho continua, com a nomeação dos agentes de polícias, dos peritos e dos novos policiais militares, nós conseguimos reduzir 14% dos crimes em Sergipe e 21% em Aracaju. Em 2018 essa tendência continua, e isso quer dizer que nós estamos no caminho certo. Agora, nós brigamos com os nossos próprios números de 2017. De janeiro a julho, a gente já apresenta uma curva também descendente de 4,4%. 

PLANEJAMENTOINTEGRADO
Isso é fruto de planejamento integrado. São feitas reuniões semanais para análise da mancha criminal, com o secretário de segurança pública e toda a cúpula da polícia militar e civil.  Houve investimento em pessoal, houve investimento na área de inteligência, com a aumento da Dipol, com o núcleo no Departamento de Narcóticos e no de Homicídios, e também com a criação da [equipe] no local de crime de tentativa de homicídio no DHPP, porque só tínhamos as de homicídio, e a criação do local de crime em Itabaiana. Então isso vem melhorando os nossos índices de elucidação e também na prevenção, porque a gente sabe que quanto mais se elucida, se prende e se combate a criminalidade, isso também é uma forma de prevenção.

MANDADOS DE PRISÃO
Não tenho aqui os números pra dizer, mas são muitos mandados de prisão em aberto. Contamos com muitos mesmo. A quantidade é grande, mas são feitos mutirões constantes para que esses mandados a serem cumpridos, especialmente aqueles crimes violentos letais intencionais, que são o homicídio, o latrocínio, a lesão corporal seguida de morte. Esse esforço conjunto que tem sido feito entre a Polícia Civil e a Militar no cumprimento desses mandados também vem trazendo a diminuição desses índices.

AÇÕES DO DEOTAP
O trabalho foi melhorado. Houve acréscimo de pessoal e de agentes de polícia. Na realidade, é um trabalho continuado, o trabalho da Deotap sempre foi um trabalho de excelência e nós resolvemos continuar, logicamente. É um clamor da sociedade. Hoje não tem como se retroceder na questão do combate ao crime contra a administração pública e à corrupção. Ele deve estar em primeiro lugar em qualquer administração de segurança pública. A Polícia Civil não pode mais prescindir desse tipo de investigação, porque é um crime que afeta comunidade, é como o cupim. Ele está ali escondidinho e quando aparece, a casa já caiu, o guarda-roupa já caiu e demoliu. Nós precisamos combater esse tipo de crime. Contamos aqui com o apoio incondicional do Ministério Público do nosso estado, que não nos auxilia e nos ajuda. O nosso Laboratório de Lavagem de Dinheiro [LAB-LD] está ainda melhor, contando com outros profissionais também, e queremos agradecer ao empenho da nova equipe, que não deixou o trabalho perecer. 

OPERAÇÃOANTIDESMONTE
O nome da operação foi dado na época, mas não existe uma unidade de investigações. É bom que isso fique claro. Foram vários inquéritos, várias denúncias e documentos que foram encaminhados em parte para o Ministério Público e parte para o Deotap, mas de fatos diferentes, de administradores diferentes, não é uma coisa interligada. Então foram aproximadamente 17 inquéritos instaurados. Desses, todos já foram analisados e apresentados à Justiça e até à imprensa. E concluídos na gestão da doutora Thais Santiago, e vários gestores foram indiciados. 

DÉFICIT NAPOLÍCIA CIVIL
A lei que regula o nosso efetivo é de 1999. De lá pra cá, a população sergipana aumentou 29%, mas a lei continua a mesma e o nosso efetivo não alcança nem o que a lei determina. Levanso em conta o que lei determina, nos temos um déficit de 11 delegados de polícia, 385 agentes de polícia e 26 escrivães. Mesmo que todos os excedentes dos concursos sejam chamados, e já chamamos todos os de escrivães, mesmo assim ficaremos com o déficit ainda será de 400 policiais. Nós já estamos discutindo com o governo do estado a abertura de um novo concurso para delegado, que já foi autorizado e está com edital aberto, e estamos discutindo para o próximo ano o novo concurso de agente de polícia, porque é necessário e fundamental. Porque esse déficit aumenta dia a dia, e isso é fruto de praticamente 10 anos sem concurso público. Nós estamnos esperando até o fim do ano que até 120 policiais se aposentem. Essa proposta de novo concurso já foi encaminhada ao governo e foi sinalizada positivamente. 

 

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