Fotógrafo traz exposição sobre quilombolas para Sergipe

 

Com expressivos e reveladores retratos de habitantes de comunidades quilombolas da Chapada Diamantina, na Bahia, o fotógrafo baiano Avaro Villela estará em Sergipe com sua exposição Faces nesta quinta-feira (14). A mostra faz parte da programação da 36º edição do Festival de Artes de São Cristóvão (FASC).
Após ser apresentada no PhotoEspaña, em 2011, como parte de uma coletiva itinerante de fotógrafos latino-americanos, em Salvador em 2015, e no Rio de Janeiro em 2017, a exposição Faces trará para Sergipe, 14 retratos em preto e branco de moradores das comunidades de Barra e Bananal, descendentes de escravos fugitivos de um navio negreiro naufragado na costa sul da Bahia, no século 17.
Fotógrafo etnográfico, como comprova o seu projeto desenvolvido junto aos índios Pankararé, do Raso da Catarina, Alvaro Villela aproximou-se das comunidades quilombolas da Chapada Diamantina em 2007 no intuito de entender e documentar suas tradições culturais e religiosas e verificar se elas ainda preservavam traços ancestrais.  
No entanto, diante da percepção de que tais heranças foram diluídas no interior de certos maneirismos, inclusive com a presença de religiões que não eram de matriz africana, Villela vislumbrou no retrato uma forma de discutir tal distanciamento da cultura ancestral.
Após anos de interação com as comunidades, ele improvisou um estúdio na casa de uma moradora local   entusiasta do projeto. Apesar da resistência inicial, Villela utilizou um fundo negro e a iluminação gerada por uma tocha fotográfica, fotografou residentes de todas as idades, os quais acabaram se rendendo ao se verem retratados.
Passados dez anos desde a primeira incursão de Alvaro aos territórios quilombolas, Faces, não apenas pela força das suas imagens, como também pelas dificuldades e desafios enfrentados por tais comunidades, se apresenta como um ato de resistência e de afirmação de certos valores do povo negro que ainda hoje busca um espaço digno no Brasil.

Com expressivos e reveladores retratos de habitantes de comunidades quilombolas da Chapada Diamantina, na Bahia, o fotógrafo baiano Avaro Villela estará em Sergipe com sua exposição Faces nesta quinta-feira (14). A mostra faz parte da programação da 36º edição do Festival de Artes de São Cristóvão (FASC).
Após ser apresentada no PhotoEspaña, em 2011, como parte de uma coletiva itinerante de fotógrafos latino-americanos, em Salvador em 2015, e no Rio de Janeiro em 2017, a exposição Faces trará para Sergipe, 14 retratos em preto e branco de moradores das comunidades de Barra e Bananal, descendentes de escravos fugitivos de um navio negreiro naufragado na costa sul da Bahia, no século 17.
Fotógrafo etnográfico, como comprova o seu projeto desenvolvido junto aos índios Pankararé, do Raso da Catarina, Alvaro Villela aproximou-se das comunidades quilombolas da Chapada Diamantina em 2007 no intuito de entender e documentar suas tradições culturais e religiosas e verificar se elas ainda preservavam traços ancestrais.  No entanto, diante da percepção de que tais heranças foram diluídas no interior de certos maneirismos, inclusive com a presença de religiões que não eram de matriz africana, Villela vislumbrou no retrato uma forma de discutir tal distanciamento da cultura ancestral.
Após anos de interação com as comunidades, ele improvisou um estúdio na casa de uma moradora local   entusiasta do projeto. Apesar da resistência inicial, Villela utilizou um fundo negro e a iluminação gerada por uma tocha fotográfica, fotografou residentes de todas as idades, os quais acabaram se rendendo ao se verem retratados.
Passados dez anos desde a primeira incursão de Alvaro aos territórios quilombolas, Faces, não apenas pela força das suas imagens, como também pelas dificuldades e desafios enfrentados por tais comunidades, se apresenta como um ato de resistência e de afirmação de certos valores do povo negro que ainda hoje busca um espaço digno no Brasil.

 

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