Milton Alves Júnior
Estudos realizados pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade mostram que a ponte que interliga os municípios de Barra dos Coqueiros e Pirambu, na região Norte de Sergipe, não passava por manutenção estrutural há 20 anos. Interditada desde a última sexta-feira (22), a permissão para trânsito na pista fica destinada apenas a ciclistas, pedestres e motociclistas – nesse primeiro momento apenas empurrando o veículo. Desde a oficialização da medida, os órgãos de engenharia e segurança dizem reconhecer os transtornos gerados aos condutores de veículos e passageiros, mas enaltecem que se trata de uma intervenção preventiva a fim de minimizar qualquer tipo de possível acidente envolvendo vítimas em caso de colapso da estrutura.
A ponte fica na rodovia SE 100 no litoral Norte do Estado, e foi construída sob o Rio Japaratuba. De acordo com a Defesa Civil e o Departamento de Estradas e Rodagem (DER), para acessar o município de Pirambu – ou a Barra, para aqueles que seguem sentido Sul de Sergipe – os condutores devem seguir pela BR 101 até o município de Japaratuba e, de lá, chegar até Pirambu. Há também a alternativa de seguir pela SE 100, fazendo um desvio pelo entrocamento do Porto de Sergipe, pela Barra dos Coqueiros. Naquele local, o condutor deve dobrar à esquerda no sentido BR 101 e, assim, alcançar o município de Japaratuba para então se deslocar até Pirambu. Com um custo aproximado de 330 mil reais, a empresa Bessa Construções fica responsável pelo reparo que deve durar até 180 dias.
Conforme destacado pelo JORNAL DO DIA na edição do último sábado, a ponte precisou ser interditada em caráter emergencial após a Defesa Civil do Estado ter recebido denúncias de irregularidades nos pilares. Após análise no local indicado, foi constatado que, de fato, as estruturas apresentavam sinais de corrosão nos pilares e possibilidade de colapso. Segundo as previsões iniciais, a direção da Sedurb informou que na manhã de ontem os trabalhos operacionais foram iniciados. A direção voltou a falar sobre a possibilidade em um momento breve permitir que veículos pequenos possam novamente transitar pela pista antes do fim desse prazo, mas não falou quando essa liberação pode ocorrer.
A princípio a perspectiva é que essa travessia ocorra em pista única até a conclusão dos serviços previstos no contrato. Assim que a empresa responsável oficializar o fim das atividades, uma comissão formada por técnicos da Defesa Civil, bem como do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) voltarão ao local para realizar novas vistorias e deliberar, ou não, a reabertura da via expressa.


