Não é preciso investir nas artes misteriosas da quiromancia, consultar búzios e cartas, para adivinhar a opinião dos de putados sergipanos a respeito da reforma previdenciária proposta pelo governador Belivaldo Chagas. Próximo dia 26, a Assembleia em peso vai dizer sim.
O projeto tramita em um céu de brigadeiro, sem provocar a menor altercação, apesar dos protestos formais dos servidores estaduais. Algumas emendas de caráter corporativo reconheceram a singularidade das atividades a cargo dos profissionais em sala de aula e na segurança estadual, desde os policiais nas ruas até os agentes a postos nos presídios. No mais, a proposta enviada pelo governo de Sergipe não foi alterada em uma única vírgula.
Até agora, somente os deputados Iran Barbosa (PT) e Gilmar Carvalho (PSC) se posicionaram contra a reforma. Os deputados Kitty Lima (Cidadania) e Rodrigo Valadares (PTB) preferiram se abster e fugiram às suas obrigações no momento mais importante de toda a legislatura.
A reforma da previdência estadual é uma necessidade já antiga, finalmente encarada. A situação previdenciária de Sergipe é tão ruim quanto a da União, ou até mais grave. Sem atacar o déficit gerado para honrar o pagamento dos aposentados, investir em geração de emprego e renda fica praticamente impossível.
A reforma é impopular. A questão está além do cálculo político e eleitoral, contudo. Coube ao governador e também aos parlamentares no exercício de suas funções assumir o ônus político derivado da proposta a fim de garantir um futuro com o mínimo de segurança para os servidores estaduais.


