Estância: "A gestão de Gilson é conservadora", diz Dominguinhos

 

JORNAL DO DIA – Por que o senhor decidiu se apresentar como pré-candidato a prefeito de Estância?
DOMINGUINHOS: A nossa pré-candidatura é resultado de uma construção do Partido dos Trabalhadores, registro a contribuição do vereador Artur Oliveira, dos Movimentos Sociais, destacando a solidariedade do  MST e da Juventude que têm a devida compreensão que a cidade carece de um projeto que radicalize em políticas públicas com participação popular e que recoloque Estância na condição de principal cidade do interior sergipano. Estância ainda não definiu quem será o prefeito. Em todas as pesquisas de opinião pública, cerca de 50% ainda não tem candidato. Por isso, acredito na nossa vitória.
JD – Qual a prioridade que o senhor vai adotar à frente da Prefeitura, caso vença a eleição?
DOMINGUINHOS: Irei inverter a metodologia conservadora da gestão atual. Citarei três prioridades: a primeira é a educação com uma meta revolucionária que é erradicar o analfabetismo de letramento e tecnológico, a partir da concepção paulofreiriana da pedagogia do oprimido e oportunizar a todos o acesso a novas tecnologias.  Sei como fazer, pois, sou filho de pais semi-letrados e sou professor.A segunda é um esforço concentrado para estender a 100% a cobertura do saneamento básico na cidade que hoje é de cerca de 18%. É lamentável que Estância nos últimos 30 anos tenha sido governada por vários médicos e que não deram a devida atenção.A terceira será a geração de emprego e renda na zona urbana e rural, dando uma atenção especial ao arranjo produtivo local com destaque para o nosso litoral de praias morenas. 
JD – Que avaliação o senhor faz sobre a atual gestão do prefeito Gilson Andrade? 
DOMINGUINHOS: Uma gestão conservadora na política, pois desconsidera a participação popular; expontaneísta na ação, pois não têm um projeto sistêmico para responder às expectativas do povo e é modesta administrativamente, uma vez que, mesmo arrecadando em média, 15 milhões de reais por mês, não enfrentou as grandes questões municipais.
JD – E sobre os outros nomes que se apresentaram até o momento para a corrida eleitoral no município?
DOMINGUINHOS: Respeito qualquer pré-candidatura colocada até o momento. Inclusive quem radicalizava no passado, denominado de velha política e hoje no afã de chegar ao poder fez composição antecipada. O que prova de maneira inconteste que numa possível chegada à prefeitura, faria uma gestão da mesmice. Diferente do projeto do PT que hoje lidero. Nos últimos 3 anos tenho estudado e percorrido todos os bairros, os 68 povoados e os 11 assentamentos, dialogando com todos os segmentos da população estanciana. A candidatura do PT é portadora dos legados de Lula, Dilma e Déda e contará com a aguerrida militância vermelha nas praças e ruas, conquistando voto a voto, além da solidariedade dos Movimentos Sociais e das lideranças estaduais do PT. A exemplo do Presidente Estadual e deputado federal, João Daniel, do amigo e Vice-presidente Nacional, Márcio Macedo, do Senador Rogério Carvalho, da Vice-governadora Eliane Aquino e do deputado Estadual Iran Barbosa.
JD – O senhor vai buscar apoio de outros grupos ou partidos? Quais?
DOMINGUINHOS: Já iniciei uma série de tratativas políticas com outros partidos e lideranças locais. Brevemente revelarei quem caminhará com a gente. Fazer política em Estância não é para primário. Essa cidade nunca temeu a nada, nem os anos de chumbos (1964 – 1985). Aqui liderou o interior de Sergipe na resistência ao Regime Militar, por isso, continuarei conversando com todos os setores que defendem a democracia e a liberdade nesse momento dramático de avanço da extrema-direita no país.
JD – Como será a tua relação com os governos Belivaldo e Bolsonaro, em um eventual mandato?
DOMINGUINHOS: Votei em Belivaldo Chagas em 2018 e o meu partido participa do seu governo. Apesar de no município ele não caminhar com a gente, pois o atual prefeito já anunciou que irá para o PSD, acredito que terei acesso à gestão estadual. Quanto ao governo federal procurarei estabelecer uma relação de natureza administrativa. Para isso, contarei com a bancada do PT em Brasília. Esse cenário será atenuado, uma vez que o orçamento é impositivo. Finalmente, essa terra que pariu Alina Paim e Gilberto Amado, que inspirou Jorge Amado a escrever ‘Capitães de Areia’, que produz o melhor São João do Brasil e que a inteligência do seu povo inventou o Barco de Fogo e as Batucadas, pela primeira vez terá uma gestão petista.

O Partido dos Trabalhadores (PT) dá mais um passo na definição de pré-candidaturas a prefeito no interior do Estado. Em Estância (Sul), ele vai lançar o nome do ex-vereador José Domingos Machado Soares, o Dominguinhos, um dos fundadores do partido no município e que concorre ao Executivo local pela primeira vez. Em entrevista ao JORNAL DO DIA, ele diz que pretende basear sua gestão na educação, no saneamento básico e na geração de emprego. Dominguinhos também critica a gestão do atual prefeito Gilson Andrade, a quem considera "conservador", e os outros concorrentes, os quais, segundo ele, prometem uma "gestão da mesmice". 

Veja a entrevista a seguir:

JORNAL DO DIA – Por que o senhor decidiu se apresentar como pré-candidato a prefeito de Estância?

DOMINGUINHOS: A nossa pré-candidatura é resultado de uma construção do Partido dos Trabalhadores, registro a contribuição do vereador Artur Oliveira, dos Movimentos Sociais, destacando a solidariedade do  MST e da Juventude que têm a devida compreensão que a cidade carece de um projeto que radicalize em políticas públicas com participação popular e que recoloque Estância na condição de principal cidade do interior sergipano. Estância ainda não definiu quem será o prefeito. Em todas as pesquisas de opinião pública, cerca de 50% ainda não tem candidato. Por isso, acredito na nossa vitória.

JD – Qual a prioridade que o senhor vai adotar à frente da Prefeitura, caso vença a eleição?

DOMINGUINHOS: Irei inverter a metodologia conservadora da gestão atual. Citarei três prioridades: a primeira é a educação com uma meta revolucionária que é erradicar o analfabetismo de letramento e tecnológico, a partir da concepção paulofreiriana da pedagogia do oprimido e oportunizar a todos o acesso a novas tecnologias.  Sei como fazer, pois, sou filho de pais semi-letrados e sou professor.A segunda é um esforço concentrado para estender a 100% a cobertura do saneamento básico na cidade que hoje é de cerca de 18%. É lamentável que Estância nos últimos 30 anos tenha sido governada por vários médicos e que não deram a devida atenção.A terceira será a geração de emprego e renda na zona urbana e rural, dando uma atenção especial ao arranjo produtivo local com destaque para o nosso litoral de praias morenas. 

JD –
Que avaliação o senhor faz sobre a atual gestão do prefeito Gilson Andrade? 

DOMINGUINHOS: Uma gestão conservadora na política, pois desconsidera a participação popular; expontaneísta na ação, pois não têm um projeto sistêmico para responder às expectativas do povo e é modesta administrativamente, uma vez que, mesmo arrecadando em média, 15 milhões de reais por mês, não enfrentou as grandes questões municipais.

JD – E sobre os outros nomes que se apresentaram até o momento para a corrida eleitoral no município?

DOMINGUINHOS: Respeito qualquer pré-candidatura colocada até o momento. Inclusive quem radicalizava no passado, denominado de velha política e hoje no afã de chegar ao poder fez composição antecipada. O que prova de maneira inconteste que numa possível chegada à prefeitura, faria uma gestão da mesmice. Diferente do projeto do PT que hoje lidero. Nos últimos 3 anos tenho estudado e percorrido todos os bairros, os 68 povoados e os 11 assentamentos, dialogando com todos os segmentos da população estanciana. A candidatura do PT é portadora dos legados de Lula, Dilma e Déda e contará com a aguerrida militância vermelha nas praças e ruas, conquistando voto a voto, além da solidariedade dos Movimentos Sociais e das lideranças estaduais do PT. A exemplo do Presidente Estadual e deputado federal, João Daniel, do amigo e Vice-presidente Nacional, Márcio Macedo, do Senador Rogério Carvalho, da Vice-governadora Eliane Aquino e do deputado Estadual Iran Barbosa.

JD – O senhor vai buscar apoio de outros grupos ou partidos? Quais?

DOMINGUINHOS: Já iniciei uma série de tratativas políticas com outros partidos e lideranças locais. Brevemente revelarei quem caminhará com a gente. Fazer política em Estância não é para primário. Essa cidade nunca temeu a nada, nem os anos de chumbos (1964 – 1985). Aqui liderou o interior de Sergipe na resistência ao Regime Militar, por isso, continuarei conversando com todos os setores que defendem a democracia e a liberdade nesse momento dramático de avanço da extrema-direita no país.

JD – Como será a tua relação com os governos Belivaldo e Bolsonaro, em um eventual mandato?

DOMINGUINHOS: Votei em Belivaldo Chagas em 2018 e o meu partido participa do seu governo. Apesar de no município ele não caminhar com a gente, pois o atual prefeito já anunciou que irá para o PSD, acredito que terei acesso à gestão estadual. Quanto ao governo federal procurarei estabelecer uma relação de natureza administrativa. Para isso, contarei com a bancada do PT em Brasília. Esse cenário será atenuado, uma vez que o orçamento é impositivo. Finalmente, essa terra que pariu Alina Paim e Gilberto Amado, que inspirou Jorge Amado a escrever ‘Capitães de Areia’, que produz o melhor São João do Brasil e que a inteligência do seu povo inventou o Barco de Fogo e as Batucadas, pela primeira vez terá uma gestão petista.

 

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