Conforme prometido e já anunciado na semana passada, condutores de ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Sergipe deflagram greve por tempo indeterminado. De igual modo a outras mobilizações realizadas pelos condutores, as UTI’s móveis continuarão trabalhando com 100% da frota; o impacto operacional – de até 70% -, será sofrido com exclusividade por ambulâncias que compõem o serviço de suporte básico. A deliberação – definida em assembleia promovida pelos servidores no dia 19 de janeiro -, tem como principal objetivo pressionar o governo do estado para conceder reajuste anual, com aumento real, conforme previsto na Constituição Federal datada no ano de 1988.
Por parte da direção do Sindicato dos Condutores de Ambulância de Sergipe (Sindconam), a recomposição inflacionária da categoria está há quase uma década sem a correção do salário frente à inflação. “Houve uma definição em assembleia, e estamos hoje aqui reunidos para botar em prática. É inadmissível que há quase dez anos o governo do estado permaneça desrespeitando e congelando o reajuste que é de direito do cidadão trabalhador. Houve paciência e espera demais por um repasse que é nosso; agora a paciência se esgotou por completo. Sem atendimento aos nossos pleitos que são legais, não haverá normalidade do serviço”, declarou o presidente do Sindcoman, Robério Batista.
O governo de Sergipe não se manifestou de forma oficial sobre a mobilização protagonizada pelos condutores de ambulâncias do Samu.
Condutores do Samu iniciam paralisação


