Milton Alves Júnior
Dando sequência aos atos públicos anteriormente deliberados em assembleia extraordinária, professores da rede estadual ocuparam a entrada principal da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese), como forma de pressionar o Poder Executivo Estadual a aprovar e conceder reajuste do piso para ativos e aposentados sem incorporações, minimizar qualquer perspectiva de retirada de direitos, bem como aplicar com brevidade a paridade dos educadores.
Apesar de a mobilização apresentar clima pacífico, os profissionais da educação foram surpreendidos com o efetivo policial encaminhado para a Alese. De acordo com Ivonete Cruz, presidente da entidade sindical, lamentavelmente o governo do estado segue tratando os professores com truculência. A educadora garante que os educadores sergipanos jamais serão capazes de protagonizar ações as quais, por exemplo, depredem o patrimônio público. Servidores da Saúde e do Movimento Polícia Unida também participaram.
“É uma atitude inaceitável em tempos de democracia e liberdade de expressão. O governo usa da força policial para criou um cenário de guerra na porta da Assembleia Legislativa. O governador Belivaldo Chagas precisa entender que não somos criminosos, não estamos nas ruas para gerar atos de vandalismo; a nossa manifestação que agrega professores de vários municípios do nosso estado busca apenas pleitear aquilo que é nosso de direito. É triste observar que na visão da administração Belivaldo, professor na rua, lutando democraticamente, é sinônimo de irregularidade”, protestou a presidente do Sintese.


