UM GRANDE ERRO

Lelê Teles

Errar é humano, dizem os humanos na tentativa de justificar seus erros.
Se falassem, seguramente os animais diriam o mesmo sobre os humanos.
O diabo é que há erros que são injustificáveis, e é justamente para justificar o injustificável que alguns humanos abrem mão desse adágio redentor.
Belivaldo é humano e errou feio ao deixar de fora da briga pela sua sucessão o prefeito da capital, que tem um ótimo recall por ter sido eleito recentemente para o quarto mandato no maior colégio eleitoral de Sergipe.
E quem diz que Belivas errou é o povo.
Todas as pesquisas apontam Edvaldo com larga vantagem sobre qualquer concorrente, chegando a ter três vezes mais intenção de voto que o segundo colocado.
Ed lidera com quase 30% e o segundo não chega a minguados 10%.
É muita coisa!
É por isso que as redes sociais, da capital e do interior, estavam tomadas por postagens que demonstravam perplexidade por parte dos eleitores no dia D que decidiu o candidato governista.
O povo tentava entender qual seria a justificativa para uma escolha tão estranha.
Vejamos alguns argumentos colocados à mesa.
Edvaldo não é um cara simpático porque não é chegado a tirar fotinhos, sorrindo, apertando a mão de políticos; dizem uns políticos que gostam de sorrir apertando a mão de políticos.
Agora, vejamos o que diz o povo.
As redes sociais de Edvaldo estão repletas de imagens do líder aracajuano inaugurando obras importantes, apertando a mão do povo, recebendo beijo de cidadãs, fazendo selfies divertidas com crianças… enfim, sendo simpático e querido pelo povo que reconhece a força do seu trabalho.
Onde a antipatia!!!!
Ah, mas Edvaldo passou todos os seus mandatos sem ir ao interior conversar com as lideranças locais; dizem as lideranças locais.
Ora, ora, ora.
Se andasse por aí batendo perna, Edvaldo ia ser chamado de politiqueiro; e mais, nem tempo pra isso o cabra tem.
Edvaldo tem trabalhado arduamente para melhorar a vida das pessoas da cidade que o elegeu; e foi justamente pra isso que ele foi eleito.
Na verdade, ainda prevalece na cabeça de políticos presos ao passado uma mentalidade anacrônica, analógica, digamos.
Não existe mais essa coisa de que um cabra lá no interior tenha que abrir a porta da cidade para que um político possa entrar e ser recebido pelo povo.
Ninguém é dono da vontade popular.
A emancipação política do povo se deu com a chegada da era digital, as informações estão na palma da mão de qualquer pessoa que agora pode fazer suas escolhas livremente.
Apertar mão de político não dá voto, o que dá voto é trabalho, compromisso com o povo e respeito à vontade popular.
O povo que viaja à capital e as pessoas que usam as redes sociais para se informar sabem da qualidade do trabalho de Edvaldo, vêem o volume de obras que ele tocou na capital, reconhecem a sua disposição e determinação para o trabalho.
Mais que isso, todo mundo sabe que enfrentaremos tempos difíceis.
Quando começamos a respirar e começamos a nos livrar das restrições provocadas pela pandemia – que foi muito ruim para a economia das famílias sergipanas -, agora nos vemos diante de uma guerra, travada nos Leste Europeu e que em pouco tempo sentiremos seus efeitos por aqui.
Tempos difíceis exigem homens preparados!
Nada contra o nome de Fábio, nada contra as escolha pessoais do governador, o que trato aqui é da vontade popular.
Edvaldo, além de ser um gestor com grande aprovação popular, ele ainda preside a Frente Nacional de Prefeitos, ele está em contato constante com prefeitos e prefeitas das maiores cidades brasileiras, conhece o drama de cada uma delas e também pôde conhecer as soluções implantadas em diversas cidades Brasil afora.
Edvaldo é o nome certo para o momento.
Erra quem vê o contrário.
Palavra da salvação.

Lelê Teles é jornalista, publicitário e roteirista

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