O CICLO GOLPISTA ESTÁ NO FIM?

Rômulo Rodrigues

O ano de 2022 terminará daqui a três dias e com isso o Brasil vai precisar superar todo o trauma econômico, social e político imposto pela classe dominante, através dos seus segmentos elitistas dos partidos; militar, midiático, da justiça e moderador dos procuradores federais de Curitiba no Paraná.
Filhos da cadela do fascismo, sempre no cio, aproveitaram o embalo das manifestações de junho de 2013, contra um aumento de 20 centavos concedido pelo prefeito Fernando Haddad, nas tarifas das passagens de ônibus e Metrô na capital paulista, para desencadearem o que hoje se vê de terrorismo nos acampamentos bolsonaristas em frente aos inertes quartéis, País afora.
O Jogo começou a endurecer com a campanha não vai ter copa em 2014, numa grande armação para impedir a reeleição da presidenta Dilma Rousseff e quem tiver o cuidado de puxar pela memória vai lembrar o que dizia Paulo Henrique Amorim no seu blog Conversa Afiada, sobre o abrir e fechar da boco do jacaré, sobre as pesquisas eleitorais, em 2014.
Logo após proclamado o resultado das urnas, apenas passados 5 minutos, a então âncora do programa político da TV Veja, jornalista e hoje deputada federal Joyce Hasselmann, iniciou uma campanha contra a posse da presidenta eleita, sob os aplausos de Aécio Neves, candidato derrotado e toda uma escória de gente rica que não aceita política de inclusão; nem pela renda, nem pelo direito, que venham em benefício do povo trabalhador.
O ano de 2005 já começou com o senador Aécio na tribuna do senado, proferindo um raivoso discurso dizendo que ele e suas tralhas fariam de tudo para que Dilma não governasse.
Com a eleição de Eduardo Cunha para presidir a câmara dos deputados, o banditismo tomou conta cena política e as chamadas pautas bombas impossibilitaram o prosseguimento do governo reeleito, de continuar conduzindo as políticas aprovadas nas urnas pela maioria do povo brasileiro.
Um marco do período de turbulências foi a partir da vinda do vice-presidente americano, Joe Biden, ao Brasil fazer pressão para que as irmãs do Petróleo abocanhassem parte dos Royalties do Pré-sal e receber um não da presidenta Dilma, que foi taxativa. Os dividendos do Pré-sal vão ser destinados para a Educação e Saúde das camadas menos favorecidas do nosso povo.
Foi a partir daí que entraram em cena a embaixadora americana Eliane Ayalde e a operação Lava Jato, criada a partir da interceptação de um caminhão carregado de contrabando, de um esquema que contava com a participação do dono de uma rede de postos de gasolina e lavas jatos e o velho conhecido e amigo do Juiz Sergio Moro, o doleiro do caso Banestado do Paraná, Alberto Youssef.
Numa escuta grampeada, descobriram que o doleiro tinha dado de presente ao diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, um veículo Land Rover, golpista foi acelerada a operação para tomarem o Pré-sal e destruírem as grandes empreiteiras que estavam em franca atividades no exterior, ganhando das concorrentes chinesas e americanas.
Em março de 2016 foi dada a largada para execução das partes finais do decálogo elaborado pela CIA, cujos passos finais eram derrubar Dilma Rousseff e prender Lula para anexar o Brasil como território americano.
Com o sequestro do ex-presidente levado do seu apartamento em São Bernardo do Campo para o aeroporto de Congonhas, viram que o buraco era mais embaixo e não seria possível reeditar o inquérito do Galeão, que levou ao suicídio do presidente Getúlio Vargas. Naquele dia, Lula deu sua primeira sentença para assustar os corruptos e lesa pátria que queriam destruí-lo; “vocês pisaram no rabo da jararaca mas, esqueceram de esmagar a cabeça”.
A segunda sentença foi dita quando do desembarque em Curitiba, preso em 2018, um delegado da PF se aproximou e disse: Você não sabe a tempestade que lhe aguarda e ouviu como resposta; a tempestade sou eu.
Nos momentos finais que antecedem a grande festa popular pela reconquista da democracia, é preciso redobrar os cuidados contra o terrorismo latente e presente em ações programadas por integrantes do grande capital do agronegócio, das madeireiras e dos mineradores.
Dizer, como diz a mídia patronal que George Washington de Oliveira, que gastou R$ 160 mil para equipar um caminhão com explosivos, é gerente de um posto de gasolina, é chamar todo mundo de imbecil.

Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

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