Coluna “Tribuna” 31-12

Sergás
segue estatal
Depois das contundentes críticas, inclusive de aliados, o governador eleito Fábio Mitidieri solicitou ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Luciano Bispo (PSD), a retirada do projeto encaminhado por Belivaldo Chagas, que previa a desestatização da Sergás. O projeto estava na pauta de votação da quinta-feira (29), último dia de trabalho dos deputados antes do recesso parlamentar.
A desestatização é diferente da privatização. Em uma (privatização), ocorre a venda definitiva da empresa. Na outra (desestatização), há uma transferência temporária de um direito de exploração.
Mitidieri entende que é preciso analisar a proposta com calma, dialogar mais sobre isso, discutir melhor o tema. “Entendi que não tinha necessidade de ser votado nesse momento”, justificou.
Até o senador eleito Laércio Oliveira (PP), privatista por natureza, defendeu uma análise mais detalhada da proposta. “Mesmo o estado tendo apenas 17% de participação nos dividendos da Sergás, as pessoas têm uma expectativa imensa sobre o gás, por entender que ele é a redenção do estado, vai promover riqueza e renda. É preciso observar o que a Petrobras, quando quer se desfazer de alguma parte da empresa, valoriza o ativo antes da negociação. Se temos uma distribuidora dentro do nosso estado, seria interessante segurar um pouco esse assunto para discutir mais na frente”.
Através das redes sociasi, o senador Rogério Carvalho (PT) não poupou Mitidieri da proposta de entrega da Sergás. “A venda da Sergás é o primeiro capítulo em Sergipe de uma ‘novela’ de privatizações de empresas estratégicas fundamentais para o desenvolvimento do Estado. Vão entregar também a preço de banana o Banese e a Deso. Tudo isso para honrar os compromissos de financiamento da campanha de Mitidieri”, destacou.
Para Rogério, a venda da Sergás vai na contramão do que vêm acontecendo em outros estados: “Na Bahia, o governo comprou ativos da Gaspetro e hoje detém 75,5% da BahiaGás. Em Alagoas, o estado pagou R$ 93 milhões pra ter 58,5% da Algás”.
E completou: “Com a possibilidade de Sergipe se tornar o maior produtor de gás do país nos próximos anos, graças às reservas encontradas pela Petrobras, a venda da Sergás é algo que dói na alma! Ainda mais por se tratar de uma empresa com receita própria, que não onera o estado”.

Pinna será o PGE
O conselheiro Carlos Pinna deverá antecipar a sua aposentadoria no Tribunal de Contas do Estado para o início do mês de janeiro. Ele cai na compulsória no dia dois de fevereiro, ao completar 75 anos.
Carlos Pinna deverá ser anunciado como Procurador Geraldo Estado pelo governador Mitidieri. E antecipa a vaga para um dos cargos mais cobiçados do estado, que ultimamente tem sido preferido pelos deputados estaduais.
Se não sair em janeiro pode perder a boca no novo governo.

Festa na posse de Lula
No dia 1º de janeiro, Brasília será palco de um grande festival antes e depois da cerimônia de posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que assumirá seu terceiro mandato à frente do país.
Chamado de ‘Festival do Futuro’ – e batizado nas redes de Lulapalooza -, a festa receberá diversos nomes da música brasileira como Duda Beat, Pabllo Vittar, Margareth Menezes, Chico Cézar e Zélia Duncan.
A festa terá início às 10 horas, porém, a partir das 13 horas, haverá uma pausa para as cerimônias da posse do presidente eleito e seu vice, Geraldo Alckmin. Os shows serão retomados às 18h30 e a festa está prevista para ser encerrada apenas às 3 horas do dia 2 de janeiro.
A sessão solene destinada a dar posse ao presidente e ao vice-presidente eleitos, Lula e Alckmin, acontecerá no plenário da Câmara dos Deputados, a partir das 15 horas.
Antes, haverá um cortejo pela Esplanada dos Ministérios que começará próximo à Catedral Metropolitana de Brasília, com desfile dos eleitos até o Congresso Nacional, sede da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
Após a posse, na Praça dos Três Poderes, no Palácio do Planalto, Lula deverá receber a faixa presidencial e fazer um pronunciamento. Ao final, haverá recepção de chefes de Estado e representantes de vários países no Palácio do Itamaraty

Posse do novo governador
A Constituição Federal determina que o governador e o vice devem ser empossados pelos deputados estaduais. Na ocasião, no dia 1º de janeiro, o governador faz seu juramento e seu discurso de posse e, posteriormente, são prestadas as honras militares ao governador na parte externa da Assembleia.
O público terá acesso a solenidade através do Hall da Casa Legislativa e na praça Fausto Cardoso, onde serão instalados telões para transmissão ao vivo.
“Nós temos um cronograma já do gabinete, iniciando com a missa na Catedral, seguindo com a recepção do presidente Luciano Bispo na Assembleia e o governador será empossado pelos deputados. Ele então seguirá para a revista com as tropas e depois para o Palácio Museu Olímpio Campos, onde será a passagem da faixa de Belivaldo Chagas para Fábio Mitidieri”, detalhou o chefe do cerimonial do Governo, Edmilson Guimarães.

Novas nomeações
A cantora e jornalista Amorosa foi anunciada por Mitidieri como nova superintendente da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap). Carlos Batalha será mantido como diretor das rádios e da TV Aperipê.
O ainda deputado Francisco Gualberto comandará a Imprensa Oficial de Sergipe (IOSE), antiga Segrase, e o técnico Walter Pereira Lima será secretário-Chefe do Gabinete de Gestão das Contratações, Licitações e Logística.

Compartilhe esta notícia