Milton Alves Júnior
Denominada ‘Operação Levítico’, a Polícia Civil desencadeou no início da manhã de ontem um trabalho integrado com a Polícia Militar nos bairros São Carlos, Jardim Centenário, Bugio e Olaria, em busca de suspeitos de praticarem tráfico de entorpecentes na zona Norte da capital sergipana. Ao todo sete pessoas foram abordadas e presas – sendo seis em cumprimento a mandados de prisão e uma em flagrante -, e três suspeitos morreram após dar início a um confronto contra os agentes ligados à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE). Houve tentativa de resgate dos homens feridos, mas todos não resistiram aos ferimentos e os óbitos foram constatados ainda no local.
Coordenada desde o último trimestre do ano passado pelo setor de inteligência da Polícia Civil, por intermédio do Departamento de Narcóticos da Polícia Civil (Denarc), a operação se transformou em realidade depois que a própria SSP foi comunicada sobre uma sequência de homicídios na região com ligações com o tráfico de drogas. Paralelo ao movimento voltado para o estudo dos casos – com base em informações repassadas pela Divisão de Inteligência (Dipol) -, rondas ostensivas foram articuladas pelo Comando Geral da Polícia Militar. Após identificação dos suspeitos, foi iniciado o serviço de monitoramento. A operação posta em prática envolveu ainda análise do local onde cada acusado costumava frequentar. A proposta dos agentes era minimizar os riscos de fugas e confrontos.
Por parte da Secretaria de Estado da Segurança Pública foi revelado ainda que o trabalho integrado contou com a atuação de várias unidades especializadas da Polícia Civil, a exemplo do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e Coordenadoria da Polícia Civil do Interior (Copci); e da Polícia Militar, como o Grupamento Tático de Motos (Getam), Batalhão de Choque (BPChq) e o Batalhão de Radiopatrulha (BPRp), unidades ligadas ao Comando de Policiamento Militar Especializado (CPME). O trabalho de investigação continua a fim de identificar possíveis desdobramentos capazes de revelar a existência de outros membros da organização criminosa em Aracaju.


