Milton Alves Júnior
Servidores públicos municipais com atuação nas mais variadas áreas, se concentraram durante toda a manhã e tarde de ontem em frente à Câmara Municipal de Aracaju (CMA), com a perspectiva de sensibilizar os 24 vereadores para apoiar a luta da classe trabalhadora contra a administração conduzida pelo prefeito Edvaldo Nogueira. Com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), os profissionais lamentam que a Prefeitura de Aracaju tenha concedido um reajuste salarial calculado em 7,5%. Apesar de estar acima da inflação, os servidores protestam contra a previsão administrativa que deve cortar o repasse de gratificações. Segundo cálculos apresentados pelos trabalhadores, desta forma, todos terão perdas em seus respectivos vencimentos mensais.
Há exatamente uma semana agentes de trânsito ocuparam o mesmo espaço para impulsionar a pressão junto aos parlamentares. A perspectiva por parte da categoria é que os vereadores rejeitem o projeto encaminhado pelo Poder Executivo Municipal, o qual trata do plano de carreira da categoria. Conforme denunciado pelos servidores, o projeto foi desenvolvido por gestores da própria administração sem contar com a participação da categoria. Na concepção do Sindicato dos Agentes de Trânsito de Aracaju, caso seja aprovado, este projeto vai resultar em perdas salariais. Na semana passada, a mobilização por parte dos agentes ligados à Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), aconteceu na terça e quarta-feira. No dia de ontem a categoria decidiu apoiar o movimento unificado.
Na semana passada, por intermédio de nota pública, o Poder Executivo Municipal alegou que a Comissão de Negociações, instituída para mediar os diálogos: “ouviu as demandas do sindicato e apresentou propostas, com base em estudos técnicos realizados, respeitando as particularidades da categoria, as limitações financeiras do município e a Lei de Responsabilidade Fiscal.” Já sobre a mobilização unificada realizada em frente à CMA durante todo o dia de ontem, até o fechamento desta matéria – às 17h10 -, o JORNAL DO DIA não havia recebido nenhuma reposta por parte da Prefeitura de Aracaju. A direção da Central Única dos Trabalhadores denunciou possível falta de interesse da gestão em dialogar e respeitar os direitos dos profissionais.
“Após 7 anos de desvalorização salarial dos servidores públicos municipais de Aracaju, causou revolta entre as trabalhadoras e trabalhadores o anúncio do prefeito Edvaldo Nogueira de que irá cortar gratificações e conceder 7,5% de reposição salarial para todas as categorias gerando um saldo negativo para parte dos servidores municipais. Apesar das inúmeras tentativas de diálogo, o prefeito de Aracaju se manteve inflexível impondo o fim da desvinculação das gratificações por titulação e gratificação por tempo integral. Assim a categoria que já espera há 10 anos por um Plano de Carreira rejeitou a proposta da Prefeitura”, destacou a direção da CUT Sergipe.


