Operação investiga casos de estelionato envolvendo consórcios no estado

POLICIAIS NA CHEGADA A EDIFÍCIO PARA CUMPRIR MANDADOS DE PRISÃO, BUSCAS E APREENSÃO (Divulgação/SSP)

Agentes da Polícia Civil deflagraram no início da manhã de ontem 11 mandados judiciais, sendo cinco de prisão e seis de busca e apreensão, em empresas e residências localizadas em Aracaju. Pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), foi destacado que os suspeitos utilizavam anúncios na internet e nas redes sociais para atrair vítimas com ofertas de financiamento, empréstimos, veículos, imóveis e cartas de crédito supostamente já contempladas. Após o pagamento de valores de entrada, os consumidores descobriam que haviam contratado, na realidade, um consórcio sujeito a sorteio, lance ou futura contemplação. A operação foi denominada ‘Carta Marcada’.
Responsável por coordenar as investigações, o delegado Hugo Leonardo revelou que as investigações foram iniciadas quando estava à frente da 7ª Delegacia Metropolitana, em Nossa Senhora do Socorro, a partir da denúncia de uma vítima que acreditava estar contratando um financiamento para adquirir um veículo. “A investigação iniciou quando constatamos uma vítima de estelionato. Essa vítima pagou um montante em dinheiro para comprar um veículo, acreditando se tratar de um financiamento, porque foi assim que ela viu o anúncio na rede social. Então, chegando lá, fez esse Pix, assinou o contrato e somente depois viu, quando recebeu o boleto, que se tratava de um consórcio”, disse.
Até o momento, a investigação reúne 47 boletins de ocorrência registrados entre 2023 e 2026, além de contratos, comprovantes de pagamento, dados financeiros, registros em redes sociais e outros elementos de prova. Os fatos são apurados, em tese, como estelionato, crimes contra as relações de consumo, associação criminosa e possíveis delitos relacionados à lavagem de dinheiro. Os investigados poderão responder por fraude contra o sistema financeiro nacional, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Devido a possibilidade de haver desdobramentos, bem como as investigações permanecerem em curso, os nomes dos suspeitos não foram revelados. (MAJ)

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