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A ELEIÇÃO DE 2024, O QUE É ESTRATÉGICO E O QUE É TÁTICO


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Publicado em 13 de outubro de 2023
Por Jornal Do Dia Se


* Rômulo Rodrigues

Qualquer pessoa, seja cidadão, seja cidadã, ao ser perguntado ou ser perguntada sobre como pensa o que será a eleição do ano que vem na capital sergipana, aparece sempre como resposta a preocupação de quais serão os candidatos ou candidatas ao cargo majoritário.
Tais preocupações são válidas porque o votante e a votante estão distantes dos momentos decisivos absortos e dominados pelo andar da carruagem da política que transporta o interior do subconsciente que só se deve pensar no assunto quando os poderosos da vez colocarem a opção para eles definirem seus votos.
Só que, como diz o velho matuto de Caicó, cada eleição é uma eleição e no momento atual e, quem sabe, futuro, vai faltar alguém; e esse alguém será nada mais, nada menos, do que Valdir Pereira: o craque Didi.
E o que fez Didi de tão extraordinário? Fez o que fazem os que sabem das coisas e nos momentos cruciais apontam as direções e sentidos a serem seguidos por seus comandados.
O marco dessa liderança e genialidade, como não poderia deixar de ser, se deu em um jogo de futebol, simplesmente o mais decisivo de toda a história das conquistas de copas do mundo pelas seleções brasileiras.
Naquela tarde de domingo de 29 de junho de 1958 no estádio de Rasunda, na cidade de Solna, na Suécia perante um público de 49.737 pessoas, aos 4 minutos e 30 segundos de jogo o atacante sueco Lindholm abre o placar para os donos da casa e deixa os locutores brasileiros estarrecidos.
É no momento seguinte que surge o líder Didi que, com sua postura majestosa vai até o fundo da meta brasileira, recolhe a bola e seguido por Zito e Beline se dirige ao centro do campo e após Vavá reiniciar o jogo com ele, lança a bola para Garrincha que vence dois gringos em velocidade e quase empata o jogo.
E foi por aquela faixa de campo, como indicou o líder, que Garrincha em duas arrancadas, ao seu feitio, lançou para Vavá empatar o jogo aos 8 minutos e 30 segundos e virar aos 34 minutos do primeiro tempo, para uma maravilhosa e incontestável goleada de 5×2, no final do jogo.
Faz muito tempo, já são decorridos 65 anos do feito e o Brasil já não é mais a pátria de chuteiras no futebol, embora na política ainda veja São Paulo repetir seguidamente aquela cena grotesca de 3 de outubro de 1959 quando elegeu um Rinoceronte, o Cacareco, como vereador com mais de 130 mil votos, no tipo de protesto que se arrasta até os dias atuais com eleições sucessivas de figuras caricatas como Tarcísio, Tiririca, Eduardo Bolsonaro, Zambelle, Janaína Paschoal e tantos outros e outras.
Aracaju pequena, pacata, bela e hospitaleira capital nordestina nunca cometeu e nem cometerá tais insanidades, porém, vive um momento peculiar de quem não vê no horizonte, nem como utopia, a figura de um Didi capaz de apontar o caminho certo para uma virada de jogo na disputa de 2024.
E o erro, que não é de qualidade, é de boca torta pelo uso do cachimbo da soberba, é não querer apostar no que será estratégico para 2024, 2026, 2028 e 2030 para a construção de uma república de verdade, pela primeira vez e para frente.
O que é mais insano é que no tabuleiro de xadrez da política já brilharam por aqui, 3 craques da estampa de Didi. Dois já se foram e um vai ter que deixar a aposentadoria para depois, em face do marasmo. Ganha um voto quem identificar o sobrevivente histórico.
O repetido cenário de jogo baixo na câmara dos deputados é o maior indicador de por onde começar a pensar o País como Nação, esquecendo os umbigos como ponto de referência do dever de cidadão e de cidadã.
A coisa está tão feia que a hegemonia do pensamento machista não deixa que os gênios, que nunca passaram perto de uma lâmpada de Aladim, entendam que na eleição majoritária futura não vai ter espaço para macho; vai ser coisa só de mulher e não vai ser para Abdom o baião de dois que vai ser servido pelos eleitores nas urnas da capital.
As mulheres estão em alvoroço e até de forma atabalhoada já tem gente na passarela fazendo ensaio, o que é muito válido e promissor em um pré-jogo em que falta homem, que na Bahia já foi chamado de pão, as mulheres vêm para a luta e vamos ver quem tem razão.
Apenas lembrando que tudo não passa de uma refrega no campo da tática e que no tabuleiro da estratégia as pedras a serem mexidas serão as das chapas de vereadores.

* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

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