* Rômulo Rodrigues
Os meios de comunicação concessionários de serviços públicos como Rádio e Televisão que são obrigados por lei a noticiarem a verdade sem escamotear fatos da vida de alguém marcante num período esportivo na vida do povo brasileiro como Oscar Schmidt de quem, com certeza, já tinham o funério pronto para exibir após anúncio da morte, não honraram com o que lhes é concedido.
Foi então, que prevaleceu o modo canalha de retratar só a parte maior da trajetória do herói como atleta vitorioso e exemplar, deixando de lado a parte de homem público para que seja julgado o personagem como um todo como vetor de informação, educação e formação política de gerações que não tiveram oportunidade de acompanhar seu brilhantismo nas quadras e ouvir o que tinha a propor para o Brasil e o povo brasileiro.
É por isso, que deve ser destacado com relevância o que disse com precisão o jornalista Breno Altman: “Oscar Schmidt foi malufista e eleitor de Bolsonaro; mas isso não foi importante: jamais o Brasil teve um jogador de basquete tão fenomenal que também se constituiu em exemplo de humildade, disciplina, espírito coletivo e patriotismo. Suas opções políticas não afetaram a personalidade.” Como diria Lelê Teles, palavras da salvação.
O registro feito por Breno Altman, talvez por elegância, foi feito deixando de fora um momento importante da vida do atleta, porque em 1998 o jogador astro do basquete brasileiro disputou a vaga de senador da República por São Paulo, pelo PPB, tendo como cabeça de chapa Paulo Maluf que na chamada dizia, é 11 de Maluf, é 11 de Oscar.
O vencedor da disputa foi Eduardo Suplicy com uma diferença de quase 1 milhão de votos e o que marcava a luta de classes na disputa era a referência ao candidato a 1º suplente pelo PT, o sindicalista Vicentinho, destacado como, Vicentinho das greves.
Voltando a ser aquele Oscar que na hora de se posicionar politicamente o fez pela direita, 20 anos passados declarou o voto e fez campanha para Jair Bolsonaro, reafirmando a identidade e o voto em 2022 que, ao contrário do que destacou com elegância o jornalista, na modesta opinião do escriba, tem importância, sim!
E também é de suma importância ver o aparato midiático quase hegemônico do Brasil, esconder um fato tão relevante para as futuras gerações e as atuais de como, nos esportes, personagens que se destacam, quando se posicionam, é pela direita.
Não podemos negar, para não esquecer, as grandezas de Oscar e de Pelé; mas é importante lembrar outros como o Dr. Sócrates respondendo a um repórter o por que de ir jogar na Itália, a atitude Paulo Roberto Falcão, o Rei de Roma, quando de férias em Porto Alegre ao saber que o poeta Mário Quintana acabava de ser despejado do hotel onde vivia, por falta de pagamentos, da resposta de João Saldanha ao ditador Garrastazu Médici, do craque Reinaldo quando erguia o braço com punho fechado para comemorar cada gol e do prezado amigo Afonsinho que conquistou o passe livre.
O império global, não registrou como prova de isenção as passagens do ídolo do basquete pela política porque o seu foco é nas notícias de teor negativo contra o governo do presidente Lula como sempre fez e fará, até o dia que encontrar o seu limite, a Lei que regula as concessões.
Em 1962 o jornal O Globo publicou em editorial e estampou em manchete que o 13º salário seria insuportável para a economia do país, da mesma forma que hoje está fazendo contra a campanha pelo fim da jornada 6×1 e adoção das 40 horas semanais sem redução dos salários. Coincidência; os escravocratas diziam as mesmas coisas contra o fim da escravidão.
Na constituinte quando o movimento sindical avançava na guerra de movimento e acuava os indecisos na guerra de posição e estava preste a emplacar a jornada de 40 horas semanais, o sistema Globo deu a senha para que o constituinte Roberto Cardoso Alves, o Robertão, do MDB de São Paulo convocasse o que chamou de bloco de centro, ou melhor, os voadores, e ai começaram os atropelamentos das votações gerando o depois batizado famigerado Centrão que hoje defende os interesses contrários aos da classe trabalhadora e da própria soberania nacional.
No momento a maior as armas à disposição dos traidores da pátria é a fabricação em série de pesquisas para alimentar o clima do golpe permanente na eleição presidencial e instalar qualquer embusteiro que esteja mais à mão para a entrega da nossa soberania e das riquezas minerais e territoriais, como já está anunciada em Goiás, terra do truculento entreguista e reacionário Ronaldo Caiado que poderá tomar o lugar de Flávio e depois ser trocado por Zema, no dizer de: só tem tu, vai tu mesmo!
Enquanto isso o presidente do Brasil e Estadista mundialmente reconhecido, foi aplaudido em discurso na maior feira industrial do mundo e ganhou uma réplica em miniatura do fusca que usava como palanque nas assembleias na Vila Euclides, sabe de quem? Do 1º ministro da Alemanha. E a Globo noticiou mais uma bravata do Trump!
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político


