Respeitar Flávio como candidato e enfrentar sem temer o bolsonarismo

Rômulo Rodrigues

O fenômeno do bolsonarismo eclodiu em 2018, não como resultante de um surgimento espontâneo, foi resultado da degeneração do caráter de uma grande parcela da população que ao longo de décadas foi absorvendo partículas da ideologia da classe dominante onde lhe são negados espaços para discutir política.

Neste contexto a eleição de 2026 coloca o Brasil ante seu maior desafio da história republicana, porque a disputa tem o caráter do despertar de uma nação para o caminho da sobrevivência, tendo na outra ponta como alternativa a barbárie ou, mais precisamente, a capitulação enquanto nação soberana para ser colônia fora de contexto de um império decadente, que sofre na UTI da geopolítica com a grande influência da estadista Dilma Rousseff, apeada do poder para que o país vivesse em permanente ameaça.

O desafio do momento contra o estado de permanente ameaça institucional será recorrer ao método da contraofensiva por brigadas de enfrentamentos aos que estão anestesiados pelo fascismo, sem sequer saberem o que ele representa, entendendo entre eles tem gente recuperável que está presa com amarras ilusórias e que só tem a soltá-las pelo convencimento lhes abrindo a perspectiva de terem um mundo a ganhar.

E, para lutar contra o Fascismo e ganhar com vitória maiúscula, nós temos o presidente Lula como comandante de todas e de todos que estarão em nossas trincheiras, sabendo que o inimigo real que querem fazer oculto, é ele mesmo; Donald Trump; e a arma que deveria ser secreta, que se revelou por ela mesma é um monstro de Gibi antigo que vai se esfacelar quando enxergar à sua frente a poderosa arma real e letal chamada China.

Aí, será toda a América Latina que terá de optar; se luta nas fileiras do Dragão da Maldade ou se luta na trincheira da defesa da soberania de todo um continente com o Brasil e os demais países de língua espanhola; o latino-americano, com uma única bandeira tremulante afirmando: Imperialismo aqui, não!

Para facilitar o convencimento do que realmente está em jogo, é o que está na fotografia da convenção que homologou pela indicação de Flávio Bolsonaro para presidente da República e de Tarcísio de Freitas para governador de São Paulo; a bandeira dos Estados Unidos da América.

O que deve fiar bem claro para cada interlocutor indeciso sem norte e se guiando por uma bússola manipulada por Donald Trump que está levando seu país ao isolamento e perdendo os apoios irrestritos de países da União Europeia; do lado do Brasil estão boa parte dos países do Mercosul, o México, BRICS, Sul Global tudo isso com 35% do PIB mundial, mais de 50% da população do planeta e um mercado de consumo que ao não negociar com o Dólar e tende a adotar a liderança do Banco Nacional de desenvolvimento comandado por Dilma Rousseff, nunca antes imaginado que aí estará próximo o fim da hegemonia estadunidense.

Para mostrar o lado sanguinário do que disseminou o bolsonarismo e sua onda de incitação à violência, na manhã de sábado 1º de agosto um operário de folga entrou na área de trabalho na fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo S.P e assassinou com facadas 3 companheiros que estavam trabalhando e após ser dominado por outros trabalhadores foi entregue a uma guarnição da PM que havia sido acionada para atender à ocorrência que o levou para a delegacia da área e lá ele cometeu o suicídio.

As notas emitidas pela Bombril, pela empresa terceirizada e pela secretaria de segurança pública do estado de São Paulo são vazias e não dizem a causa do ato criminoso, já que o assassino estando de folga, como teve acesso ao local de trabalho dos 3 companheiros e os assassinou friamente, com todas as características de crime de ódio, bem peculiar nesses momentos políticos que deixam marcas como deixaram o de Moa do Catendê em Salvador em 2018 e o do militante de esquerda que comemorava aniversário de 50 anos com amigos e familiares em um clube social em Nova Iguaçu no Paraná em 2022.

É preciso cobrar rigor da polícia do governador Tarcísio de Freitas para ver se há razões que levem ao método direto ao que prega o clã Bolsonaro e instale um clima que favoreça os querem desacreditar a democracia e por isso chamamos os poderes à razão: É preciso respeitar Flavio como candidato e enfrentar sem temer o bolsonarismo.

O empenho será para evitar descuido de deixar os que se dizem neutros sem um combate firme e esclarecedor embarcarem nos pesadelos de Trump e Milei, sem perceber que o ódio pode levar ao poder, mas, a contrapartida será total fracasso econômico, coisa que a extrema direita suporta mesmo que Flávio obtenha 33% dos votos e medirem que será o exército para mantem em armas para a guerra de 2030, quando Lula não estará com o nome na disputa.

Tendo consciência que o presidente jamais vai usar de perseguições em um 4º mandato, recorrerão a todo e qualquer expediente de maldades com a tranquilidade de: se forem questionados dizerem; é da nossa natureza!

* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

Compartilhe esta notícia