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A MÁQUINA ASSASSINA DE ISRAEL


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Publicado em 02 de fevereiro de 2024
Por Jornal Do Dia Se


Gaza é agora uma das mais intensas campanhas de punição civil da História. Robert Papper, Historiador Militar (EUA).

 
* José Eloízio da Costa
 
O genocídio palestino continua com mais de 115 dias de conflito, e tem trazido diversas lições históricas da carnificina provocada pelo imperialismo ocidental sendo cumprida rigorosamente por seu buldog no Oriente Médio, Israel. Com mais de 27 mil mortes, dessas 11 mil são crianças e 7,5 mil mulheres, além dos mais de 65 mil feridos, Israel tornou-se o maior genocida da história moderna por tempo de guerra. Sob a liderança de sociopatas sionistas, em que a estratégia é o cumprimento da limpeza étnica e o extermínio de palestinos, nos parece que este é o seu inexorável caminho. Entretanto, essa trajetória monstruosa tem encontrado dificuldades na efetivação do holocausto palestino.Nunca Israel passou tanto tempo em guerra e ainda não teve êxito militar: não conseguiu ocupar Gaza, não esmagou o Hamas e não teve sucesso no resgate dos reféns. 
O “povo escolhido de Deus” tem enfrentado várias frentes de guerra, entretanto sua maior eficiência é a máquina de matança de palestinos civis indefesos. Como não consegue eliminar o Hamas, a saída é matar inocentes de forma indiscriminada em “genocídios por ataques aéreos” covardes. Soma-se, mesmo não eliminando ou mutilando corpos palestinos; a fome, a falta de água, eletricidade e de combustível são ingredientes que consumam o horror de Gaza e agora com bloqueios dos sionistas fascistas que impedem a entrada de caminhões na pequena faixa territorial. Mas não importa, Israel estar acima da lei, não obedece nenhuma das resoluções da ONU, ignora as gigantescas manifestações pro-Palestina em todo mundo (claro, menos no Brasil onde o sionismo dita as regras e persegue opositores), ou a recente aprovação do pedido do cessar fogo do parlamento europeu, ou ainda sequer cumprirá as ordens da Corte Internacional de Justiça. Para os sionistas-nazistas, Israel tem um papel divino na Terra!
Afinal, é o “povo de Deus” e nesse caso poderá fazer o que quiser, usando até mesmo os mesmos métodos da matança do nazismo alemão. Um exemplo. Na ótica dos fundamentalistas neopentecostais brasileiros, que sempre possui uma bandeira da estrela de david em seus púlpitos, a matança em Gaza é o “cumprimento da profecia”. Ou seja, a matança de palestinos justifica-se por “estar escrito na Bíblia”, e se oporem a Israel,obstando estes a efetivação da “Terra Prometida”, em preparação a chegada do Messias e da segunda vinda de Cristo, para eles, o preço tem que ser alto. Meu Deus, que Bíblia cruel com seu Deus vingativo!Lembrar que o sionismo não é apenas israelense. Existe o sionismo cristão que legitima todo esse horror.
Face a incorporação ideológica de integrar como “raça superior e pura”, os sionistas sentem que estão legitimados a desumanizar e matar palestinos, onde não respeitam sequer os cemitérios palestinos que profanam sem limites, bem como destruindo residências, desprezando mesquitas, igrejas, escolas e principalmente hospitais, colocando tudo no chão. E mata todo mundo: médicos, enfermeiros, jornalistas, funcionários da ONU, etc. Eles podem, porque são os “verdadeiros filhos de Deus”. Se for para matar, mata todo mundo que não seja sionista. O imperialismo cristão lhe protege, inclusive com uso da Bíblia como arma de proteção divina.
Para os sionistas genocidas, seu projeto do “Grande Israel”, ou “Eretz Israel” estar em andamento e se continuar nesse ritmo poderá matar toda a população palestina de Gaza em seis anos. E mais dez com os 3,2 milhões residentes na Cisjordânia, já ocupada por 700 mil israelenses. Porém, a questão são os vizinhos hostis e armados até os dentes, até porque a Grande Israel precisaria de territórios da Jordânia, Síria, Iraque e Líbano. O que torna praticamente impossível, portanto, já basta os poucos mais 6 mil km² ainda ocupados pela população palestina, que poderá ser adquirido pela matança industrial dessa etnia formada por “animais humanos”.
As Forças de Defesa de Israel (IDF em inglês, Israel não tem exército, mas de “defesa”, mesmo ocupando e atacando ilegalmente territórios palestinos) tem seu maior desafio, sem embargo, o que percebemos que o mito de sua invencibilidade estar desmoralizado, mostrando fragilidades na preparação dos “guerreiros de Deus” e seu armamento, mesmo moderno, mas em mãos de soldados recrutas de pouco treinamento, com resultados limitados. É pertinente observar que Israel estar indo de ladeira abaixo com o colapso da economia que depende do turismo e de serviços em geral. Israel é uma republiqueta que depende de recursos externos, principalmente dos Estados Unidos (U$4 bilhões/ano), pobre em recursos naturais e sua população em sua esmagadora maioria de perfil nazi-fascista, que por sinal comemora a matança palestina na Faixa de Gaza.
O sionismo é o principal sistema ideológico que projeta a construção do “Estado Judeu” sob bases racistas e colonialistas, bem como no tratamento dos palestinos como sub-cidadaõs. Mas por ser a “maior democracia do Oriente Médio” e estar na “Terra Prometida”, como dissemos, pode fazer o que quiser. Engraçado, para o imperialismo e o Estado Sionista Genocida seus oponentes são rotulados de “terroristas” na qual devem ser extirpados. Eles não são terroristas. Estados Unidos matou mais de um milhão de inocentes no Iraque, meio milhão no Afeganistão e ainda domina um terço da Síria roubando petróleo, com mais de cinco milhões de deslocados. Mas tudo bem, tudo em nome do Deus cristão! “Terroristas” são os outros!
Desse lado, a maior lição do genocídio palestino protagonizado pelo Estado racista de Israel é mostrar o fim dos valores morais e políticos do ocidente. Estes não terão estatura moral para exigir dos outros países o cumprimento do direito internacional ou dos direitos humanos. O sionismo estar puxando para o abismo o decadente mundo ocidental e ampliando o fascismo. Portanto, a questão não é só Israel, mas uma estrutura como base na profunda crise do mundo ocidental! A questão palestina, que sequer era lembrada antes do 7 de outubro, voltou com força, mesmo a um custo humano sem precedentes, mas poderá mudar o desenho geopolítico para as próximas décadas.
 
* José Eloízio da Costa, professor do Departamento de Geografia (UFS). [email protected]
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