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A morte de um bookmaker chinês no Sesc


Publicado em 24 de julho de 2012
Por Jornal Do Dia


Uma reflexão desencantada sobre o poder e o dinheiro

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br

O cinema independente americano continua em pauta no auditório do Sesc Centro. Hoje à noite, a Mostra de Filmes John Cassavetes exibe ‘A morte de um bookmaker chinês’ (1976). A exibição será seguida de um debate orientado pela realizadora e produtora audiovisual Ninalcira Sampaio, que deverá iluminar o submundo explorado pelo cineasta.

Segundo Marco Aurélio Lopes Fialho, assessor de cinema do Departamento Nacional do SESC, a obra de Cassavetes constitui-se como fundamental para quem acredita que o cinema é uma arte pautada na criatividade e na liberdade de expressão do artista, e considera como conseqüência desse processo a produção de uma obra possuidora de um poder demolidor e crítico das instituições sociais, assim como os valores que as sustentam, até então considerados por muitos como intocáveis e imutáveis.

"Cassavetes acreditava que o cinema devia, em primeira e última instância, expressar o ser humano como ele se apresentava na vida, isto é, em suas contradições e desintegrações sociais, tanto no mundo do trabalho e do casamento quanto no próprio domínio das artes", disse o assessor.

Para Fialho, a realização do cinema de Cassavetes acontece por meio de uma cumplicidade atroz com seus atores, quase co-realizadores de seus filmes. Prova disso foi a parceria com sua esposa Gena Rowlands e com o amigo Ben Gazarra. Era preciso confiar e acreditar no processo de criação do cineasta, que também foi um ator consagrado por obras como O Bebê de Rosemary e Os Doze Condenados.
As exibições serão abertas ao público gratuitamente e a programação completa está no www.sesc-se.com.br.

O filme – Cosmo Vitelli (Bem Gazzara) é proprietário de uma boate de strip-tease em Los Angeles. Ele fez uma alta dívida no jogo de pôquer, mas não tem dinheiro para quitá-la. Em troca, a Máfia exige que ele mate um bookmaker chinês para saldar a dívida. Para isso, Cosmo se envolve no submundo do crime e do jogo.

Uma reflexão desencantada sobre o poder e o dinheiro, através do percurso final do proprietário de um bar, forçado por uma organização mafiosa a matar um chefe de gang chinês, em pagamento de uma dívida de jogo.

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