A Rede Globo comete o crime e se lambuza na justificativa

* Rômulo Rodrigues
Impressionante como o aparato cada vez mais identificado com os interesses do grande capital repete o velho método de fazer política como se o tempo não passasse e as pessoas não tivessem outras fontes de informações para comparar com as mentiras que ela propaga pelas palavras escritas e faladas dos seus ativistas políticos remunerados a pesos de Ouro ou, quem sabe, de joias das recompensas de entregas do patrimônio público com o suor e o sangue do povo brasileiro.
Insensível ela não larga o osso que desde o apoio à ditadura militar de 1964 que a fez poderosíssima pelas de práticas que impõe a adversários, isso todas as pessoas esclarecidas sabem; o que mais gente precisa saber é que ela continua sendo o maior aparato midiático inimigo da liberdade de imprensa que existe, quem sabe, no mundo ocidental.
O mais impressionante é que o jornalismo da emissora gastou três horas exibindo um powerpoint repleto de insinuações mentirosas contra o Presidente Lula e o PT e depois de dias de estrago veio de cara lavada e arrependimento tipo quem fala olhando para o chão, em um minuto, dizer que dias atrás tinham exibido uma arte distorcida e por isso pediam desculpas. Canalhas, canalhas, canalhas!
Só que; para nós, principalmente nós, do Nordeste, não cola! Aqui está bem viva mesmo com o passar das décadas a história de um coronel vindo das bandas do inferno que para se mostrar humano e bondoso costumava enfia a peixeira na barriga dos seus pretensos eleitores e depois pagava internamentos e curativos hospitalares com a finalidade de ganhar o voto nas futuras eleições.
E a verdade nua e crua está nas pautas diárias do aparato que, por incrível que pareça, é a reedição do sistema criminoso de inundar o noticiário pela deturpação dos fatos e invenções de verdades absurdas.
A troca da verdade dos fatos por atos pela mentira pura e simples é cultuada nos telejornais do grupo Globo com o uso escancarado de concessões públicas desreguladas para encobrir os personagens principais do banditismo político, ideológico e econômico nacional e internacional, para voltar aos tempos do Brasil colônia.
A tática central é bizarra e por isso muito perigosa; associar o governo do presidente Lula e o próprio presidente, seus aliados e familiares utilizando a ferramenta desmoralizada, uma cópia piorada do de Deltan Dallagnol, que dessa vez a ativista Andréia Sadi exibiu fotos de Lula e do PT no entorno de Daniel Vorcari, escondendo criminosamente Jair Bolsonaro que recebeu R$ 3 milhões de dinheiro dos aposentados, Flavio Bolsonaro candidato do s esquemas de corrupção e seus irmãos, Roberto Campos Neto que abriu as portas para as roubalheiras do Banco Master, Ciro Nogueira que criou um lei para proteger a roubalheira, Tarcísio de Freitas que se elegeu governador de São Paulo com R$ 2 milhões doados pelo esquema, todo mundo muito bem alimentado pelo sistema de irrigação do Fabiano Zettel, que têm como prioridade absoluta ressuscitar o cadáver do neoliberalismo.
Como rezam na cartilha de nos locupletemos todos sem restaurar a moralidade, pediram desculpas se penitenciando nos sepulcros caiados da velha UDN para dar sequência na privataria tucana e na entrega do patrimônio público embolsa joias presenteadas recebidas no câmbio paralelo.
Para zombar do povo que julgam, dominado, por descaramento a poderosa emissora faz questão de noticiar com destaque que seu coordenador, por mais de 20 anos nos departamentos de investigação de notícias, sai da bancada interna e vai para a externa prestar assessoria para a campanha de Flávio Bolsonaro, deixando claro que; como recorreu ao passado mais recente no powerpoint, pior será no que fará de maldade nas manipulações que deram certo no golpe de eleger Fernando Collor.
Porém uma questão que tem que ser resolvida com detalhes junto à população é a que diz que as mentiras jogadas pela líder do Partido Midiático soam fortes porque ela se sente hegemônica e repetidas mil vezes para virarem verdades porque são ordens expressas do patronato; já que as outras narrativas da mídia independente são mais críveis por serem plurais e não ser possível várias opiniões coincidirem vindas de veículos, lugares e sotaques distintos terem os mesmos formatos e redações. E, no final foi descoberto que o filho do rapaz não é o Lulinha e sim, o filho do ministro Nunes Marques, bolsonarista e terrivelmente evangélico.
Um exemplo, nas mídias contra hegemônicas há proximidades de redações e enfoques de narrativas sobre “Pearl Harbor” que foi um ataque militar surpresa do serviço aéreo imperial da marinha japonesa contra os Estados Unidos na base naval que dá o nome à batalha, em Onolulu em território do Havaí, pouco antes das 8 horas de 7 de dezembro de 1941, ação efetuada em represália ao bloqueio econômico imposto pelos EUA.
O certo é que pedido de desculpas esfarrapadas não reverte, um tiquinho sequer, dos estragos feitos nas honras das pessoas atingidas, as que têm horas para deixarem como legados para as gerações futuras, diferentes das pomposas fotografias do todo poderoso dono das organizações Globo, garbosamente em desfile público de braços dado com o ditador João Figueiredo que fazia questão de dizer que preferia o cheiro dos cavalos ao do povo, deixando claro que Jair Bolsonaro tem a quem puxar. Então, aguardemos noticiarem com toda pompa a batida em retirada do ídolo Trump.
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político
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